Explosões em bairros comerciais matam 16 no Iraque

Dois ataques a bomba contra ruas comerciais de bairros predominantemente xiitas de Bagdá mataram pelo menos 16 pessoas, que estão entre os 38 iraquianos mortos ou encontrados mortos em todo o país nesta quinta-feira, 9, na violência sectária que não dá sinais de esmorecer.Sete das pessoas morreram ao ser atingidas pela explosão de um carro-bomba no bairro de Qahira por volta do meio-dia. Outras 27 pessoas ficaram feridas e sete carros foram destruídos.No bairro de Karradah, centro de Bagdá, um atacante suicida jogou seu carro repleto de explosivos contra a multidão na frente de um complexo comercial, matando nove e ferindo 27.ComemoraçõesEnquanto isso, os iraquianos comemoravam nesta quinta a renúncia do secretário de Defesa americano Donald Rumsfeld, a quem culpam por erros de política e escândalos que ajudaram a promover a carnificina diária que continua a sangrar a nação, mais de três anos depois da invasão dos EUA."A renúncia de Rumsfeld mostra o tamanho da besteira que os EUA fizeram no Iraque", disse Ibrahim Ali, 44 anos, funcionário do Ministério do Petróleo. "Os esforços dos políticos americanos para esconderem seus fracassos não estão mais funcionando."O político sunita Hamid al-Mutlaq saudou a saída de Rumsfeld como evidência da queda daqueles que arquitetaram a invasão e, o que chamou de, o "maligno projeto" no Iraque."Ontem, a maldição do Iraque e o sangue de seu povo inocente caíram sobre Rumsfeld, o inimigo da humanidade e o assassino de iraquianos", bradou al-Mutlaq, líder da Frente do Diálogo Nacional árabe sunita, que detém 11 das 275 cadeiras no parlamento.O governo do Iraque, dominado pelos xiitas, não comentou imediatamente a saída de Rumsfeld, mas o primeiro-ministro, Nouri al-Maliki, vinha se mostrando cada vez mais crítico das políticas dos EUA, exigindo que as forças americanas entreguem a responsabilidade pela segurança para seu governo.Muitos em Bagdá esperam que o substituto de Rumsfeld, o ex-diretor da CIA, Robert Gates, implemente mudanças na política americana para o Iraque.

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