Explosões em Damasco matam um no dia do Trabalho

Duas novas explosões ocorreram próximas ao centro de Damasco, capital da Síria, enquanto o presidente Bashar Assad fazia uma rara aparição, nesta quarta-feira, Dia do Trabalho, na Estação Elétrica Umayyad, no distrito Tishrin Park. Os incidentes, que teriam matado uma pessoa, aconteceram na rua Khalid Bin Walid e nas proximidades da Bab Mesalla Square, de acordo com a Agência Árabe Síria de Notícias (Sana, na sigla em inglês).

AE - AP, Agência Estado

01 de maio de 2013 | 15h33

Segundo a Sana, a vítima foi um menino de 10 anos de idade. Outras 28 pessoas teriam ficado feridas. Apesar de a agência informar que os explosivos teriam sido colocados por rebeldes opositores ao governo de Assad, o Observatório Sírio para os Direitos Humanos, baseado na Grã-Bretanha, afirma que foguetes teriam caído na região. A organização não governamental indica que houve vítimas, mas que o número ainda não pode ser confirmado. Ainda não há explicação para a discrepância nas informações. Segundo o Observatório, a polícia isolou a área de Bab Mesalla, que tem restaurantes, lojas e a principal estação de transporte público, ligando Damasco às províncias Daraa e Sweida.

O outro incidente, na rua Khalid Bin Walid, teria ocorrido perto de uma sede policial, de acordo com o Observatório. Várias pessoas, incluindo crianças, ficaram feridas na explosão. Ainda não há mais detalhes.

Durante sua aparição na Estação Elétrica Umayyad, Assad conversou com trabalhadores. "Esperamos, no próximo ano, superar a crise em nosso país", teria afirmado, de acordo com a televisão estatal síria.

Nesta terça-feira, Damasco sofreu outro ataque a bomba, que matou 14 pessoas. Não estava claro qual foi o alvo, embora a explosão tenha acontecido nas proximidades do Damascus Tower, um prédio comercial de 28 andares. O edifício onde funcionava o Ministério do Interior fica nas proximidades e também sofreu danos por causa da explosão. Um dia antes disso, o primeiro-ministro sírio, Wael al-Halqi, conseguiu escapar de uma tentativa de assassinato no bairro de Mazzeh, oeste da capital. Duas pessoas, no entanto, não conseguiram sobreviver e outras 11 ficaram feridas.

Hezbollah

Enquanto isso, a Coalizão Nacional Síria, de oposição a Assad, baseada no Egito, repreendeu o líder do grupo militante Hezbollah do Líbano, Hassan Nasrallah, um dia depois de ele ter afirmado que os rebeldes sírios não serão capazes de derrotar o regime militarmente.

Poderoso grupo muçulmano xiita, o Hezbollah é conhecido por ser o apoio da Síria às forças do governo nas aldeias xiitas perto da fronteira com o Líbano, principalmente contra os insurgentes sunitas. Nasrallah advertiu que "os verdadeiros amigos da Síria" podem intervir do lado do governo, se houver necessidade.

A Coalizão disse que esperava que o Hezbollah pudesse ficar de fora da guerra da Síria, e pediu ao Líbano para "controlar suas fronteiras". No entanto, os comentários de Nasrallah são indicações mais fortes de que o grupo está pronto para intervir mais substancialmente em favor de Assad.

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