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Adamu Adamu/AP
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Explosões em mesquita e restaurante deixam 44 mortos na Nigéria

Ataques, reivindicados pelo grupo extremista Boko Haram, também feriram ao menos 67 pessoas

O Estado de S. Paulo

06 de julho de 2015 | 09h52

JOS, NIGÉRIA - As explosões de bombas em uma mesquita e um restaurante na cidade nigeriana de Jos, no centro do país, deixaram ao menos 44 mortos, informaram nesta segunda-feira, 6, as autoridades do país. Os dois ataques foram reivindicados pelo grupo extremista Boko Haram, que tenta impor a lei islâmica (sharia) no norte do país.

As explosões, na noite de domingo, aconteceram horas depois de uma mulher-bomba se matar em uma igreja evangélica durante um culto na cidade de Potiskum, no nordeste do país, matando outras cinco pessoas, segundo testemunhas.

Os três ataques de domingo foram os mais recentes da longa sequência de atentados no país reivindicados pelo Boko Haram. Em menos de uma semana, o grupo matou mais de 250 pessoas em ações que podem estar dentro do contexto de ataques ordenados pelo Estado Islâmico (EI) aos seus seguidores durante o mês de julho, sagrado para os muçulmanos por ser a celebração do Ramadã. No começo deste ano, o Boko Haram jurou lealdade ao EI.

Além dos 44 mortos em Jos, pelo menos 67 pessoas ficaram feridas nas duas explosões, segundo o coordenador da Agência Nacional de Gerenciamento de Emergências, Abdussalam Mohamed. A polícia confirmou as explosões, mas disse que não tinha um número definitivo de mortos e feridos porque ainda pode haver vítimas debaixo dos escombros.

Segundo relato de sobreviventes, a explosão na Mesquita Yantaya ocorreu no exato momento em que o clérigo Sani Yahaya, da organização Jama'atu Izalatul Bidia - que prega a coexistência pacífica de todas as religiões -, fazia um discurso para os presentes.

Antes de detonar o cinturão de explosivos que carregava, o homem-bomba teria atirado em direção ao clérigo, mas não conseguiu ferir Yahaya. O suicida matou 23 pessoas na mesquita.

A outra explosão atingiu o restaurante Shagalinku, frequentado por governadores e outros políticos da elite do país em busca de especialidades do norte da Nigéria, disseram testemunhas.

"O restaurante ficou destruído e nós vimos muitas pessoas cobertas de sangue", afirmou Sabi'u Bako, que deixava o local com alguns amigos no momento do ataque. "Não acreditamos que conseguimos escapar." Pelo menos 21 pessoas no ataque ao restaurante.

A cidade de Jos em sido palco de confrontos religiosos violentos por sua localização no centro do país, entre o norte - de maioria muçulmana - e o sul - de maioria cristão - da Nigéria. A cidade foi alvo no passado por explosões de bomba reivindicadas pelo Boko Haram que mataram centenas de pessoas.

 

No ano passado, o Boko Haram assumiu uma grande área do nordeste da Nigéria e intensificou ataques também em países vizinhos da Nigéria. Um exército multinacional envolvendo além da Nigéria o Níger, Chade, Camarões e Benin, forçou os militantes a deixar algumas das cidades ocupadas em 2014, mas os ataques com bombas e a pequenos vilarejos voltou a crescer nas última semanas. / AP e REUTERS

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