Explosões em prédios do governo matam 2 na China

Um desempregado de 52 anos supostamente foi o responsável por uma série de explosões em prédios do governo no leste da China hoje. O próprio suspeito e pelo menos uma outra pessoa morreram, afirmou a agência estatal Xinhua.

AE, Agência Estado

26 de maio de 2011 | 11h18

Há um temor de autoridades na China diante da possibilidade de distúrbios públicos, por causa de uma série de queixas sociais, como a inflação em alta. As três explosões se deram na cidade de Fuzhou, na província de Jiangxi, com um intervalo de 10 minutos, pouco após as 9h (horário local), disse um funcionário do departamento de propaganda provincial, identificado apenas como Zhang.

A Xinhua informou inicialmente que duas pessoas morreram e seis ficaram feridas, três delas com gravidade. Posteriormente, a agência afirmou que o suspeito, identificado como Qian Mingqi, morreu no incidente. Não está claro, porém, se ele já estava entre os dois mortos inicialmente anunciados.

O suspeito foi apontado como um desempregado morador da região. A primeira explosão ocorreu no estacionamento do escritório da promotoria da cidade, e a segunda no primeiro andar de um escritório do governo distrital, disse Zhang. A última foi em um carro, perto da agência de vigilância sanitária. Pelo menos dez veículos foram danificados pelas explosões.

Os ataques com bombas, ainda que sejam raros na China, têm se tornado mais frequentes nos últimos anos, geralmente realizados por pessoas descontentes com alguma suposta injustiça, por disputas comerciais ou outras pressões associadas à rápida modernização do país. As informações são da Dow Jones.

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