Explosões em série deixam 48 mortos na Índia

Várias explosões coordenadas atingiram hoje cidades no Estado de Assam, no nordeste da Índia. Pelo menos 48 pessoas morreram e mais de 300 ficaram feridas, segundo Subhash Das, um alto funcionário no Ministério do Interior estadual. Cinco explosões ocorreram na capital estadual, Gauhati, matando 25 pessoas. Onze pessoas foram mortas no distrito de Kokrajhar, e outras 12 morreram na cidade de Barpeta. Cerca de 13 explosões, a maioria causada por bombas e pelo menos uma por uma granada de mão, atingiram o Estado, segundo o funcionário.Não estava ainda claro quem cometeu os atentados, que ocorreram com poucos minutos de diferença. Há na região dezenas de grupos militantes separatistas que lutam contra o governo e entre si.A maior das explosões ocorreu perto do edifício em que estão os escritórios do ministro chefe do Estado. Havia carros em chamas, corpos e fumaça negra na área. "Eu estava comprando perto do secretariado quando ouvi três ou quatro fortes explosões. O vidro das vitrines se quebrou e nós começamos a sentir o chão e o edifício tremerem", relatou H. K. Dutt, levemente ferido pelos ataques.A polícia informou que havia um alerta vermelho e que outras áreas eram vasculhadas, em busca de bombas que não explodiram. Após os atentados, dezenas de pessoas descontentes com a violência saíram pelas ruas de Gauhati, jogando pedras em veículos e incendiando pelo menos dois automóveis. A polícia impôs um toque de recolher e fechou rodovias que levam à cidade.Dezenas de grupos militantes separatistas estão ativos no nordeste da Índia, uma região isolada espremida entre Bangladesh, Butão, China e Mianmar. Apenas um corredor liga essa área ao resto do território indiano.Os separatistas acusam o governo central de explorar os recursos naturais da região, fazendo pouco pela população local - muitos deles mais próximos etnicamente dos birmaneses ou chineses que do resto da Índia. Mais de 10 mil pessoas morreram por causa da violência separatista na região, na última década. A Índia também atribuiu vários ataques anteriores a militantes islâmicos de Bangladesh.

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