Explosões em série matam 39 na Índia

Onze explosões num curto intervalo de tempo mataram pelo menos 39 pessoas e feriram 210, nesta quinta-feira, na maior cidade do Estado de Assam, no nordeste da Índia, e em três outras localidades, segundo a polícia. Ninguém assumiu a responsabilidade pelas explosões. Assam há décadas tem um movimento separatista, mas também tem sofrido atentados atribuídos a militantes islâmicos do vizinho Bangladesh. Um dos ataques na cidade de Guwahati teve como alvo uma zona de segurança, onde há um tribunal, escritórios e residências de policiais. Outras explosões ocorreram em mercados movimentados do Estado. TVs mostraram pessoas caídas nas ruas, com as roupas ensanguentadas. Moradores e policiais colocavam feridos em ambulâncias, e bombeiros tentavam dominar o incêndio em carros e motos. "Até agora, recebemos relatos de 39 mortes e 200 feridos em 11 explosões", disse uma fonte da coordenação policial à Reuters. A Índia tem registrado inúmeros atentados a bomba nos últimos meses, com pelo menos 125 mortos. A polícia atribui a maioria dos ataques a militantes islâmicos, embora as suspeitas recaiam também sobre alguns grupos hindus. No mês passado, Assam registrou também confrontos entre tribos nativas e colonos muçulmanos, com pelo menos 47 mortes. O chefe de polícia G.P. Singh disse que duas das bombas em Guwahati estavam escondidas em motos. O Paquistão, que costuma acusar a Índia de fomentar distúrbios, condenou o ataque e defendeu cooperação internacional contra os atentados. "O primeiro-ministro Yousaf Raza Gilani condenou fortemente as explosões", disse uma nota oficial. "Ele deplorou a perda de vidas. O Paquistão condena o terrorismo em todas as suas formas."

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