Reuters
Reuters

Atentados em Bruxelas matam dezenas de pessoas e fecham aeroporto

Polícia belga estava em alerta para possíveis represálias por conta da prisão de um dos principais suspeitos de ter comandado os atentados em Paris em 2015

O Estado de S.Paulo

22 de março de 2016 | 05h37

BRUXELAS - Pelo menos 23 pessoas morreram e 55 ficaram feridas após três explosões atingirem o terminal de embarque do aeroporto de Zaventem, em Bruxelas, e a estação de metrô Maelbeek, próxima a prédios de instituições ligadas às Nações Unidas na manhã desta terça-feira, 22. Todas as estações de metrô da cidade estão fechadas. Autoridades afirmam que número de mortos pode aumentar e pedem para que todos fiquem dentro de suas casas. 

No aeroporto, testemunhas afirmam ter ouvido gritos em árabe. O governo belga confirmou um ataque suicida no local e o alerta para terrorismo foi elevado ao nível máximo no país. Todos os voos foram suspensos e há reforço no serviço de controle de tráfego aéreo.

A segurança foi reforçada em aeroportos de Londres (Gatwick), Frankfurt, Paris (Charles de Gaulle) e Amsterdã. Diversas estações de metrô de Paris foram esvaziadas e a linha do Eurostar da capital francesa em direção a Bruxelas está paralisada. A empresa de trens alemã Deutsche Bahn também interrompeu as viagens em direção à Bélgica. A embaixada dos EUA em Bruxelas foi fechada e países como Holanda e França desaconselham viagens à Bélgica.

Universidades de Bruxelas fecharam seus campi e pediram aos alunos que já estavam no local se trancarem do lado dentro.

O time nacional da Bélgica cancelou o treino após os ataques; e o jogo de futebol amistoso que seria realizado com Portugal deve ser cancelado, segundo informações da revista Sports Illustrated.

O primeiro-ministro britânico David Cameron afirmou que está "chocado e preocupado com os acontecimentos em Bruxelas". Ele escreveu, no Twitter, que fará o que puder para ajudar e que vai convocar uma reunião do COBRA (Cabinet Office Briefing Rooms, locais para a reunião de comitês de resposta a crises).

Há quatro dias, Salah Abdeslam, um dos principais suspeitos de ter comandado os atentados em Paris no fim do ano passado, foi preso. A polícia belga estava em alerta para possíveis represálias. /COM AGÊNCIAS INTERNACIONAIS

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.