Explosões matam 5, dentre eles 3 crianças, no Iraque

Três estudantes estão entre as cinco pessoas que foram mortas em ataques com bombas nesta terça-feira no Iraque. As explosões ocorreram em áreas predominantemente sunitas, ao norte da capital, e ocorreram após a explosão de carros-bomba na noite anterior, elevando o número de mortos para 90 em menos de uma semana.

AE, Agência Estado

10 de janeiro de 2012 | 15h53

O aumento da violência ocorre no momento em que líderes iraquianos permanecem numa crise política que está elevando as tensões entre a maioria xiita - agora no poder - e os sunitas, que eram os maiores beneficiados durante o governo do ditador Saddam Hussein.

A maioria dos ataques anteriores teve como alvo xiitas, o que eleva os temores sobre o início de uma séria disputa sectária, após a retirada das tropas norte-americanas do país no mês passado. Confrontos sectários deixaram o país à beira de uma guerra civil entre 2006 e 2007.

As vítimas mais jovens dos ataques desta terça-feira foram três meninos, com idades entre 9 e 10 anos. Eles forma atingido por uma bomba colocada à margem de uma rua quando iam para a escola, perto da cidade natal de Saddam, Tikrit, 130 quilômetros ao norte de Bagdá.

A noroeste da capital, dois funcionários do Ministério da Agricultura foram mortos e um terceiro ficou ferido quando uma bomba colocada no carro em que estavam explodiu em Shurqat, cerca de 250 quilômetros a noroeste de Bagdá.

Os líderes das seitas rivais estão num impasse desde o mês passado, quando o governo dominado pelos xiitas pediu a prisão, por acusação de terrorismo , do vice-presidente sunita Tariq al-Hashemi, no momento em que as tropas norte-americanas se retiravam totalmente do país.

Al-Hashemi, o político sunita de mais alto escalão do país, continua escondido na região curda semiautônoma, no norte do Iraque, fora do alcance das forças de segurança.

O primeiro-ministro da vizinha Turquia pediu nesta terça-feira os líderes iraquianos aliviem as tensões sectárias. Recep Tayyip Erdogan disse que eles serão responsáveis pelo derramamento de sangue no caso de uma guerra civil. Erdogan disse que os líderes que abriram caminho para o conflito sectário serão "condenados a ser lembrados como o mal". As informações são da Associated Press.

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