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Explosões matam pelo menos 19 pessoas no Iraque

Pelo menos 19 pessoas morreram hoje nas explosões de três carros-bomba em um breve intervalo de tempo no oeste do Iraque, informaram fontes policiais e hospitalares. Cerca de 60 pessoas ficaram feridas.

AE, Agencia Estado

11 de outubro de 2009 | 19h35

Um oficial da polícia de Ramadi, capital da província de Anbar, disse que a primeira explosão ocorreu em um estacionamento próximo do quartel-general das forças locais de segurança e da Câmara dos Vereadores da cidade.

Logo a seguir, de acordo com a mesma fonte, um carro-bomba explodiu quando policiais dirigiam-se ao local do primeiro ataque. Mais cedo, o mesmo oficial de polícia chegou a dizer que essa explosão havia sido provocada por um militante suicida a bordo de uma motocicleta, mas depois corrigiu a informação.

Cerca de uma hora mais tarde, um terceiro carro-bomba explodiu perto da entrada do hospital geral de Ramadi, concluiu a fonte.

Ataques como o de hoje, visando também às equipes de resgate e às forças de segurança, caracterizaram ações passadas do grupo extremista Al-Qaeda no Iraque. Até o momento, no entanto, nenhum grupo reivindicou a autoria dos atentados.

Depois de divulgarem diversos números divergentes, a fonte policial e um médico do hospital geral de Ramadi confirmaram a morte de pelo menos 19 pessoas nas explosões deste domingo, além de dezenas de feridos.

É bastante comum haver números conflitantes logo depois de atentados como os ocorridos hoje no oeste iraquiano. Até alguns anos atrás, Anbar era o principal foco de resistência à presença militar dos Estados Unidos no Iraque.

Na semana passada, um carro explodiu num mercado a céu aberto em outra cidade Anbar, Falluja, matando pelo menos oito pessoas. Pelo menos sete pessoas foram mortas em setembro em Ramadi quando um suicida jogou um caminhão-tanque cheio de explosivos contra um posto policial.

Funcionários iraquianos descrevem esses ataques como limitados e afirmam que não são uma indicação de que a insurgência esteja se recuperando.

Aeefan Sadoun, integrante do conselho provincial de Anbar, disse que os ataques deste domingo "representam uma brecha limitada da segurança que será reparada em breve". Segundo ele, os ataques não indicam uma deterioração significativa da segurança na província. "A segurança em Anbar é boa e a Al-Qaeda nunca será capaz de retomar o controle", disse ele.

Mas os ataques podem aumentar com a aproximação das eleições, que devem acontecer em janeiro, disse Michael Hanna, analista da Century Foundation, sediada em Nova York. Isso pode acontecer principalmente porque a popularidade doe primeiro-ministro iraquiano Nouri al-Maliki é resultado da relativa estabilidade do país.

"Ainda há uma insurgência", disse ele. "Há uma clara motivação política para os insurgentes realizarem ataques violentos, para tentar prejudicar o governo...antes do que serão eleições importantes". Hanna disse, porém, que embora os ataques sejam preocupantes, eles não estão no nível visto durante o pico da insurgência, uma indicação de que os militantes não têm a mesma capacidade de ataque que tinham antes. As informações são da Associated Press.

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