Explosões na Índia foram ataque terrorista, diz ministro

Pelo menos 37 pessoas morreram e 50 ficaram feridas após explosões na cidade de Hyderabad, no sul do país

Associated Press,

25 de agosto de 2007 | 19h35

As explosões ocorridas na noite deste sábado, 25, na cidade indiana de Hyderabad, que levaram à morte de pelo menos 37 pessoas, podem ter sido um ato de terrorismo. Rajasekhara Reddy, ministro-chefe do Estado de Andhra Pradesh, onde aconteceram as detonações, afirmou à imprensa que "este foi um ato terrorista", e pediu calma à população. Segundo K. Jana Reddy, ministro do Interior do Estado, a maioria das mortes aconteceu em um popular restaurante familiar, chamado Gokul Chat, no mercado Kothi, e em um espetáculo de luzes que acontecia no parque Lumbini. Ele disse ainda que 50 pessoas ficaram feridas. "Ouvimos a explosão e as pessoas começaram a sair correndo apavoradas, muitos deles jorrando sangues", disse P.K. Verghese, gerente de segurança do espetáculo. "Foi um caos completo. Tivemos que levantar as barreiras de segurança para que as pessoas pudessem sair." As forças de segurança foram colocadas em estado de alerta em toda a cidade após as explosões, que aconteceram com apenas alguns minutos de diferença entre elas. A cidade sulina, de sete milhões de habitantes, é dominada pelas tensões entre hindus e muçulmanos e ocasionais atos de violência entre as duas comunidades. Uma terceira bomba foi encontrada abaixo de uma ponte na movimentada área comercial de Bilsukh Nagar, mas as autoridades conseguiram desativá-la, segundo um agente policial. Outro explosivo foi encontrado em um cinema. Durante a noite, todas as exibições de filmes da cidade foram suspensas. Em maio, uma bomba em uma mesquita histórica de Hyderabad deixou 11 mortos. Outras cinco pessoas morreram em choques ocorridos após a explosão, entre forças de segurança e manifestantes muçulmanos indignados com o que consideraram falta de proteção policial. Uma série de ataques terroristas vem sido produzida na Índia nos dois últimos anos. Em julho de 2006, bombas em sete trens de passageiros de Mumbai (Bombai) mataram mais de 200 pessoas. O ataque foi atribuído a milicianos muçulmanos fixados no Paquistão.

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