Explosões são ouvidas na Coreia do Sul

Seul diz se tratar de exercícios militares da Coreia do Norte; não há indícios de disparos

Agência Estado e Efe

26 de novembro de 2010 | 07h58

SEUL - Explosões foram ouvidas na ilha de Yeonpyeong, na Coreia do Sul, na tarde (horário local) desta sexta-feira, 26, enquanto fumaça foi vista no litoral da Coreia do Norte, segundo reportagem do Wall Street Journal. Os acontecimentos ocorrem três dias depois de os dois países vizinhos trocarem disparos de mísseis na região onde fica a ilha, deixando quatro mortos.

 

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Não ficou claro se os sons - que foram ouvidos em duas séries cerca de 30 minutos distantes uma da outra - foram resultado de tiros de artilharia. Depois da segunda série de sons, uma cortina de fumaça pôde ser vista em território norte-coreano.

 

Não houve sinais de projéteis sendo lançados. O Ministério de Defesa da Coreia do Sul afirmou que está investigando a natureza das explosões. Um porta-voz do ministério disse que cerca de 20 disparos foram feitos no que acredita-se ter sido um exercício militar norte-coreano.

 

O som deixou alarmados os poucos residentes que permanecem em Yeonpyeong, alguns dos quais se dirigiram para refúgios ao ouvir as explosões, indicou a agência sul-coreana.

 

Um porta-voz militar insistiu que não foram feitos disparos em direção às águas da fronteira entre as duas Coreias no Mar Amarelo, onde no domingo Coreia do Sul e EUA iniciarão manobras militares conjuntas que deverão durar quatro dias.

 

Esses exercícios foram rechaçados pelo regime comunista de Pyongyang, que nesta sexta-feira lançou novas ameaças voltadas à Coreia do Sul, ao assegurar que responderá "sem piedade" a qualquer provocação ou violação de sua soberania.

 

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A Coreia do Norte não reconhece a fronteira no Mar Amarelo, traçada pelo comando da ONU ao final da Guerra da Coreia (1950-1953). O ataque norte-coreano de terça-feira contra Yeonpyeong, uma ilha onde vivem cerca de 1.700 civis, além de um contingente militar permanente, foi um dos mais graves nas últimas seis décadas e deixou quatro mortos.

 

 

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