Explosões simultâneas deixam pelo menos 13 mortos na Índia

Cerca de 60 pessoas ficam feridas em atentados no norte do país; advogados e tribunais eram alvo dos ataques

Reuters e Efe,

23 de novembro de 2007 | 12h08

Pelo menos 13 pessoas morreram e 60 ficaram feridas devido à explosão de três bombas de forma quase simultânea perto das sedes dos tribunais de três cidades do norte da Índia, segundo informou a emissora de televisão NDTV nesta sexta-feira, 23. As explosões, consideradas pelo Ministério do Interior como "ataques terroristas", ocorreram nas cidades de Lucknow, Benares e Faizabad, todas elas situadas na região mais populosa da Índia, Uttar Pradesh. Pelo menos nove pessoas morreram no atentado em Benares. Em Faizabad as autoridades confirmaram a morte de quatro pessoas. Por enquanto, não se sabe se houve vítimas em Lucknow, onde a explosão - segundo a polícia - foi de "baixa intensidade". Todas as bombas explodiram perto dos tribunais das cidades, por isso as autoridades estudam a possibilidade que os autores tivessem como alvo atacar os advogados, que, segundo o diretor-geral da polícia de Uttar Pradesh, recentemente tinham se negado a defender vários terroristas. As imagens de televisão mostraram na cidade sagrada de Benares os cadáveres de várias pessoas no chão, enquanto alguns dos presentes tentavam retirá-los. As autoridades disseram que as três bombas parecem obra de um mesmo grupo, mas o inspetor geral da polícia de Lucknow, A. K. Jain, afirmou que não tem informações prévias que indicassem um ataque terrorista. As forças de segurança estão realizando tarefas de revista dentro dos tribunais das três cidades, em busca de outros possíveis artefatos. As autoridades afirmaram ainda que todas as bombas, que segundo as primeiras investigações funcionavam com temporizador, estavam em bicicletas estacionadas perto dos tribunais. Enquanto as autoridades investigam a autoria dos ataques, eles foram reivindicados pelo grupo Indian Mujahedin, através de um e-mail enviado a um canal de televisão indiano, aparentemente poucos minutos antes das explosões. A polícia está investigando a veracidade da mensagem, que, segundo as autoridades, procedia de uma conta de e-mail francesa.

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