Expulsão de imigrantes aumentou na França em 2011

A França expulsou mais imigrantes ilegais no ano passado do que nunca, anunciou orgulhosamente o governo nesta terça-feira, numa mensagem cujo alvo era claramente os eleitores contrários à imigração que podem determinar se o presidente Nicolas Sarkozy conquistará um segundo mandato.

AE, Agência Estado

10 de janeiro de 2012 | 15h21

O ministro do Interior de Sarkozy, Claude Gueant, disse que quer ver mais milhares de pessoas expulsas neste ano, além de menos estrangeiros vivendo legalmente no país. Qualquer um que deseje ficar, acrescentou, deve deixar tradições que contradigam os valores franceses.

A popularidade do presidente conservador está em baixa e ele enfrenta um duro desafio vindo da esquerda e o ressurgimento da extrema direita na eleição presidencial, marcada para abril e maio. Sarkozy não anunciou formalmente sua candidatura, mas espera-se que ele concorra a um novo mandato.

Gueant anunciou os dados com alarde, afirmando que as autoridades francesas expulsaram 32.912 imigrantes ilegais em 2011, um aumento de 17,5% em relação a 2010.

"O resultado é 5 mil mais alto do que o objetivo inicial decidido no início do ano passado. É o maior resultado já alcançado", disse ele. O governo quer que esses dados subam para 35 mil neste ano, acrescentou ele.

A França tem a maior população muçulmana da Europa, muitas das quais com laços familiares com antigas colônias francesas no norte da África.

A maioria dos imigrantes que seguem para a França chegam legalmente, embora o número de novos imigrantes esteja caindo e Gueant quer que diminua ainda mais. O número de permissões de residência emitido no ano passado caiu 3,6%, para 182.595, disse ele.

"Nós queremos combater a imigração ilegal e controlar o fluxo de imigração formal para a França. O que está em questão é a coesão e o equilíbrio de nossa sociedade e nossa capacidade de manter nossas tradições e saudá-las", declarou Gueant. As informações são da Associated Press.

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