Expulso senador opositor que apoiou lei de terras de Morales

O partido centrista União Nacional (UN) da Bolívia expulsou seu senador suplente Abraham Cuéllar "por ter traído seus princípios", ao apoiar a lei de terras do presidente Evo Morales. O chefe do partido, Samuel Doria Medina, acatou a denúncia de seu senador José Villavicencio, de que o Governo ofereceu US$ 100 mil a Cuéllar, para obter seu apoio na reforma agrária que permite reverter e expropriar terras que o Executivo considere ociosas. A denúncia foi rejeitada na quarta-feira, tanto pelo governo quanto pelo próprio legislador. Com o apoio de Cuéllar e dos senadores Mario Vargas e Andrés Heredia Guzmán, ambos da aliança Poder Democrático e Social (Podemos), o governista Movimento Ao Socialismo (MAS) conseguiu a maioria de que necessitava para aprovar essa lei agrária, na última terça-feira. Os senadores opositores abandonaram o Senado na semana passada, para exigir ao Executivo e ao MAS que respeitassem a Constituição e a Lei de Convocação da Assembléia Constituinte, que estabelecem que as reformas sejam aprovadas por dois terços, ao invés de maioria simples, como deseja o partido de Morales. O líder dos senadores do Podemos, Wálter Guiteras, disse nesta quinta à Efe que a direção da aliança analisará na próxima segunda-feira o caso de seus dois senadores, o titular Vargas e o suplente Heredia Guzmán. "Um ato como este não pode passar despercebido na direção nacional", afirmou Guiteras. O Podemos também anunciou que estudará medidas legais contra a forma como a diretoria do Senado habilitou os dois senadores suplentes na sessão de terça-feira. A aliança assegura que houve pelo menos quatro violações dos regulamentos internos da Casa.

Agencia Estado,

30 Novembro 2006 | 23h10

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