Extradição de Campodónico para o Peru pode demorar

O processo de extradição da Argentina ao Peru do funcionário do FMI, Jorge Baca Campodónico, poderá demorar vários meses, segundo o juiz federal Rodolfo Canicoba Corral. Durante todo o processo, o técnico que integrava a missão do FMI para aconselhar o governo sobre combate à evasão fiscal, não poderá deixar a Argentina. Campodónico passou dois dias preso e foi liberado após o pagamento de 25 mil pesos de fiança. Ele está hospedado num apartamento no luxuoso hotel Sheraton, o preferido pelos funcionários do FMI quando se encontram em missão em Buenos Aires. No mesmo hotel estão os técnicos da missão da qual Campodónico fazia parte.Os jornalistas que fazem plantão na porta do hotel afirmam que o ex-funcionário de Alberto Fujimori não saiu de seus aposentos desde o escândalo de sua prisão. Segundo o juiz Canicoba, não há nenhum impedimento legal para que Jorge Baca Campodónico continue trabalhando na missão do FMI na Argentina. "Não estabeleci nenhuma limitação para que exerça suas funções, portanto, a decisão de continuar sua tarefa dependerá de seus superiores e das autoridades econômicas argentinas", explicou o juiz. O advogado de defesa de Campodónico já anunciou que, nos próximos dias, vai apelar contra a decisão do juiz de negar imunidade ao funcionário do FMI, obrigando-o a passar pelo processo de extradição. O técnico viajava com o passaporte azul celeste das Nações Unidas, um documento considerado pela sentença judicial como inválido para concessão de imunidade de caráter diplomático. A Justiça peruana tem um prazo de 30 dias - prorrogável por mais dez dias - para enviar toda a documentação formal sobre o pedido de extradição, detalhando os delitos pelos quais Campodónico está sendo acusado no Peru, além de cópias das devidas provas.

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