Extradição do fundador do Wikileaks será decidida em fevereiro

Corte britânica decidirá se Julian Assange será enviado para a Suécia para responder por crimes sexuais

BBC

11 de janeiro de 2011 | 09h51

LONDRES - A Justiça britânica marcou para os dias 7 e 8 de fevereiro o julgamento de extradição do fundador do site Wikileaks, Julian Assange. Até lá o australiano, de 39 anos, aguardará em liberdade, segundo a decisão anunciada nesta terça-feira, 11, durante uma audiência na corte de Woolwich, no leste de Londres.

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Assange pode ser extraditado para a Suécia, onde as autoridades judiciais querem julgá-lo por crimes sexuais contra duas mulheres durante uma visita a Estocolmo em agosto. Ele nega as acusações e afirma que o processo tem motivações políticas.

No fim de novembro, o Wikileaks enfureceu o governo americano e países aliados ao divulgar cerca de 250 mil documentos que revelaram trocas de mensagens entre embaixadas americanas do mundo inteiro.

A secretária de Estado americana, Hillary Clinton, disse na época que a divulgação dos documentos seriam "um ataque à comunidade internacional" que teria colocado em risco a vida de várias pessoas.

Os advogados do ativista temem que, da Suécia, Assange seja enviado para os EUA, onde políticos de direita chegaram a pedir a pena de morte para o fundador do WikiLeaks.

Na semana, o governo americano intimou o site de microblogging Twitter a fornecer detalhes de usuários conectados ao site Wikileaks, incluindo Julian Assange.

As especulações são de que os Estados Unidos estão investigando o ativista e outras pessoas por espionagem.

Assange disse que a medida seria uma intimidação e que, "se o governo do Irã tentasse obter essa informação coercitivamente de jornalistas ou ativistas de países estrangeiros, grupos de direitos humanos de todo o mundo se pronunciariam".

O ativista se entregou à polícia britânica em Londres no fim do ano passado, depois que a Suécia emitiu um mandado de prisão internacional. Ele passou nove dias preso e foi libertado pouco antes do Natal por uma decisão da Suprema Corte.

Desde então, Assange tem permanecido em recolhimento na casa de um amigo jornalista, Vaughan Smith, na divisa entre os condados de Norfolk e Suffolk, no leste da Inglaterra.

 

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