Extrema direita faz exigências a Netanyahu

Dois partidos de extrema direita de Israel ameaçaram ontem não entrar na coalizão de governo liderada pelo Likud caso Binyamin "Bibi" Netanyahu não atenda a suas reivindicações políticas. A principal exigência dos partidos é comandar os ministérios da Educação e da Habitação. Sem o apoio do partido União Nacional, que conquistou 4 das 120 cadeiras da Knesset (parlamento) nas eleições de 10 de fevereiro, e do Lar Judeu, que obteve 3 assentos, Netanyahu não obterá as 61 cadeiras necessárias para formar o governo. Por enquanto, Bibi conta com os 27 assentos de seu partido, além do apoio oficial do Israel Beiteinu (15 cadeiras), do Shas (11) e da Lista Unificada da Torá (5), em um total de 58 deputados. "Acredito que Binyamin Netanyahu não tenha alcançado uma maioria e resolvemos coordenar nosso apoio com o Lar Judaico", afirmou Yaakov Katz, líder da União Nacional. O Ministério da Habitação exigido pelos partidos é particularmente importante por determinar as políticas para os assentamentos na Cisjordânia e em Jerusalém Oriental. O problema para Netanyahu é que ele já havia prometido entregar a pasta ao Shas. Líderes de outra legenda da extrema direita, o Israel Beiteinu, afirmaram ontem que alguns assuntos ainda precisam ser resolvidos antes de a coalizão ser efetivada. "Assuntos como a separação de Estado e religião e a mudança do sistema de governo ainda estão em aberto. Assinar o acordo depende da resposta do Likud", afirmou um político que pediu anonimato. Do lado palestino, representantes das facções Hamas e Fatah reunidos no Egito também enfrentam dificuldades para retomar um governo de união nacional. O presidente palestino, Mahmud Abbas, concordou ontem em libertar dezenas de prisioneiros do Hamas, mas uma possível negociação de paz com Israel continua causando divisões. O Hamas rejeita o direito de existência de Israel.

AFP e AP, TEL-AVIV, O Estadao de S.Paulo

13 de março de 2009 | 00h00

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