Extrema-direita ganha espaço em eleição na Suécia

Um partido de extrema-direita entrou ontem no Parlamento sueco pela primeira vez e impediu que a atual administração obtivesse a maioria no Legislativo, segundo os resultados preliminares. O primeiro-ministro Fredrik Reinfeldt buscava tornar-se o primeiro líder de centro-direita a ser reeleito, após um mandato completo em uma nação escandinava que conta com um sólido programa de assistência social.

AE-AP, Agência Estado

20 de setembro de 2010 | 10h48

No entanto, os Democratas da Suécia, opostos à imigração, mantiveram o equilíbrio de poderes após ficar com 5,7% dos votos, o que significa 20 cadeiras na Câmara dos Deputados, que possui 349 vagas, segundo resultados preliminares de 99% dos distritos eleitorais.

A coalizão de Reinfeldt, integrada por quatro partidos, ganhou 172 cadeiras, três a menos que o necessário para ter a maioria, enquanto a oposição de esquerda ficou com 157 vagas. A coalizão do primeiro-ministro, chamada Aliança pela Suécia, recebeu um impulso graças aos populares cortes de impostos e às finanças públicas saudáveis, um destaque na Europa, onde alguns governos enfrentam sérios problemas de dívidas.

Reinfeldt, de 45 anos, disse que seu governo permanecerá no poder e buscará o apoio do Partido Verde, uma pequena agremiação opositora, a fim de evitar a necessidade de contar com os Democratas da Suécia. A líder do Partido Verde, Maria Wetterstrand, rechaçou em princípio participar do governo, cobrando uma política consistente para lidar com as mudanças climáticas.

O resultado sugere que os trabalhos no Parlamento devem ficar paralisados, pois ambos os blocos rechaçaram governar com os Democratas da Suécia. Esta sigla exige uma redução drástica na imigração e afirmou que o Islamismo é a maior ameaça estrangeira para o país desde a Segunda Guerra. Caso Reinfeldt não consiga vencer o impasse, ficará com um frágil governo de minoria, que pode ser obrigado a renunciar caso não consiga aprovar projetos de lei importantes.

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