Extrema direita passa a integrar Parlamento sueco

PARIS

Andrei Netto CORRESPONDENTE / PARIS, O Estado de S.Paulo

21 de setembro de 2010 | 00h00

A onda de insatisfação em relação aos imigrantes na Europa levou ontem o partido de extrema direita Democratas Suecos (SD) a obter os primeiros assentos de sua história no Parlamento da Suécia. Com 5,7% dos votos, o partido tornou-se a terceira força política do país. O resultado da eleição de domingo obrigará o premiê Fredrik Reinfeldt a tentar ampliar sua coalizão ou a governar com minoria.

Os resultados, ainda parciais, apontavam a vitória parcial da aliança governamental, formada por conservadores, liberais, centristas e cristãos-democratas, com 49,3% dos votos, ou 172 cadeiras das 349 do Parlamento. O resultado é insuficiente para garantir a Reinfeldt a formação de um governo de maioria. Em segundo lugar, a aliança de oposição, integrada por social-democratas, ambientalistas e a esquerda radical, somou 43,6% dos votos - 157 assentos.

A fraqueza da esquerda abriu espaço para que os Democratas Suecos, a aliança de extrema direita, obtivesse 5,7% dos votos, acima dos 4% necessários para que um partido seja representado no Parlamento. "A aliança governamental será obrigada a negociar conosco", comemorou Björn Söder, secretário-geral do DS. A situação de Reinfeldt tornou-se preocupante, pois os Verdes não aceitam integrar o governo. Mas a saída mais provável até aqui é que o premiê anuncie a formação de um governo de minoria, já que a aliança não pretende convidar o SD a participar da coalizão governista.

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