Stringer/Reuters
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Extremista mata dois senegaleses e se suicida na Itália

Segundo a polícia, crime teve motivação política, já que foi cometido por militante de direita

Agência Estado

13 de dezembro de 2011 | 16h46

ROMA - Autoridades italianas disseram nesta terça-feira, 13, que um homem abriu fogo em um mercado aberto em Florença, matou dois vendedores senegaleses e feriu outros três imigrantes africanos, antes de se matar. Os crimes aconteceram nesta terça-feira e podem ter uma motivação racista, uma vez que as autoridades descreveram o atirador como um militante de extrema direita.

 

Segundo a agência Ansa, o atirador foi identificado como Gianluca Casseri, um escritor de 50 anos natural de Pistoia, também na Toscana. Casseri foi descrito pela agência Ansa como um homem muito introvertido, um "solitário" e em 2010 publicou um livro com um romancista histórico, "As Chaves do Caos".

 

O prefeito de Florença, Matteo Renzi, descreveu Casseri como um "assassino racista". O ataque de Casseri começou às 12h30 desta terça-feira (hora local) em um mercado na praça Dalmazia, na periferia de Florença. Casseri, usando uma pistola Smith & Wesson, primeiro atacou os vendedores senegaleses no mercado da praça Dalmazia, matando dois e ferindo um terceiro. Depois foi até o bairro de San Lorenzo, onde atingiu nas ruas mais dois senegaleses, que estão em situação crítica em um hospital. Casseri então se dirigiu a um estacionamento subterrâneo, onde foi cercado pela polícia e se matou com um tiro, informou a agência Ansa.

 

Segundo a Ansa, centenas de imigrantes senegaleses fizeram uma passeata no centro de Florença. A região da Toscana ofereceu os pêsames aos imigrantes e pediu calma. A polícia investiga os crimes. As informações são da Associated Press e da Ansa.

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