Extremista muçulmano mata ministra paquistanesa a tiros

Um suposto fanático muçulmano matou, a tiros, uma ministra de uma província paquistanesa nesta terça-feira, 20, por acreditar que mulheres não devem se envolver com política, disseram autoridades. Zil-e-Huma, ministra de assistência social do governo do Punjab, ativista feminista e partidária do presidente Pervez Musharraf, ia discursar para dezenas de pessoas quando o agressor abriu fogo contra ela, atingindo-a na cabeça. A vítima morreu mais tarde, no hospital. O atirador, identificado como Mohammad Sarwar, foi preso na hora. O ministro da Justiça do Punjab, Raja Basharat, disse que o atirador tinha se envolvido em seis casos de assassinato, mas nunca foi condenado, por falta de provas. "Ele é basicamente um fanático", disse Basharat. "Ele é contra o envolvimento de mulheres na política e em questões de governo." O incidente aconteceu no escritório do partido de Huma, na cidade de Gujranwala, a 70 quilômetros ao norte da capital da província, Lahore. "Ele considera isso contrário aos ensinamentos de Alá, que uma mulher se torne ministra ou governante. Por isso ele cometeu o ato", disse a polícia em um comunicado. Huma, 37 anos, era casada e tinha dois filhos. O marido dela é médico. Ela também era dona de uma butique em Gujranwala.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.