Extremistas atacam campo de refugiados em Uganda

O grupo de extremistas Exército de Resistência do Senhor atacou, na noite da última segunda-feira, um campo de refugiados da ONU em Uganda, deixando 14 mortos e expulsando mais de 24 mil pessoas do local. O campo de refugiados, situado a 200 quilômetros ao norte da capital, Kampala, teria sido destruído pelos rebeldes. Funcionários da ONU contam que a maioria das casas e tendas onde viviam os refugiados foram queimadas. Os rebeldes ainda saquearam os depósitos de alimentos e medicamentos da ONU que eram destinados aos refugiados, a maioria do Sudão. O Exército de Resistência do Senhor foi formado há 16 anos com o objetivo de atacar o governo de Uganda. Durante os últimos anos, os conflitos se intensificaram diante do financiamento feito pelo governo do Sudão aos rebeldes. O Exército ainda conseguiu alistar um grande número de jovens no país e atualmente conta com 4 mil soldados. O governo de Uganda já anunciou que está disposto a negociar um acordo de paz com os rebeldes, mas o ataque ao campo de refugiados pode dificultar o processo de paz. O Alto Comissariado da ONU para Refugiados informou que enviará, nos próximos dias, uma missão para tentar localizar os refugiados e encontrar um local seguro para que se instalem. Ainda ontem, a ONU se reuniu com o governo de Uganda para debater medidas de segurança para garantir a vida dos mais de 500 mil refugiados que vivem no norte do país.

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