Extremistas libertam 31 mulheres e crianças na Rússia

Os terroristas que desde ontem ocupam uma escola na Ossétida do Norte, sul da Rússia, libertaram 31 mulheres e crianças que eram mantidas entre os mais de 350 reféns capturados pelo grupo. Um representante da operação de resgate informa a libertação de 26 mulheres e crianças numa primeira leva, e de três mulheres e duias crianças numa segunda.Lev Dzugayev, assessor do presidente da Ossétia do Norte, confirmou a liberação do grupo de 26 reféns. Dzugayev referiu-se às libertações como "o primeiro sucesso" e manifestou esperança em novos progressos na negociação com os seqüestradores, que ameaçam explodir a escola. Ele disse que as mulheres e crianças foram soltas após a intervenção de Ruslan Aushev, um veterano de guerra e ex-presidente da República da Ingushétia, que é vizinha de Ossétia do Norte.Mais cedo, as tensões se ampliaram com duas explosões ouvidas nos arredores da escola, seguidas de uma nuvem de fumaça preta. A equipe da operação de resgate diz que os terroristas dispararam granadas contra dois carros que aparentemente chegaram muito perto do prédio. O pediatra Leonid Roshal, que auxiliou os reféns durante a tomada de um teatro em Moscou por chechenos em 2002, liderou as negociações com os terroristas durante a noite. A presença de Roshal foi uma exigência dos seqüestradores.MortosUm representante do comando de operações para a crise, que pediu para não ser identificado, diz que 16 pessoas já morreram em virtude da captura da escola - 12 dentro do edifício, duas no hospital e duas outras cujos corpos jazem do lado de fora da escola e não puderam ser retirados, por causa dos tiros. Há 13 feridos. Um dos mortos é um pai que resistiu à ocupação. Kazbek Dzantiyev, chefe do Ministério do Interior da Ossétia do Norte, disse à ITAR-Tass que há 12 mortos.Os terroristas, fortemente armados, tomaram a escola na manhã de quarta-feira. Cerca de uma dezena de pessoas conseguiu escapar, mas 354 outras se tornaram reféns. Pouco se sabe a respeito das condições de saúde e higiene dentro da escola: ofertas de comida e água foram recusadas.Valery Andreyev, chefe do Serviço Federal de Segurança na Ossétia do Norte, disse que líderes regionais da Ingushetia e da Chechênia se ofereceram para substituir as mulheres e crianças capturadas. Ele também informa que alguns dos terroristas foram identificados e que as autoridades estão tentando localizar parentes para ajudar nas negociações.Representantes do movimento separatista da Chechênia, uma república russa de maioria islâmica, disse que o principal líder do separatismo, Aslan Mashkhadov, nega envolvimento na ação na Ossétia do Norte. Um website ligado aos separatistas também nega que o Batalhão de Reconhecimento e Sabotagem Riyadus-Salikhin de Mártires Chechenos, que supostamente seria liderado pelo terrorista mais procurado da Rússia, Shamil Basayev, esteja envolvido na ação.

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