Extremistas muçulmanos assumem seqüestro de turistas

Extremistas muçulmanos assumiram hoje a responsabilidade pelo seqüestro de 20 pessoas, incluindo três americanos, de um luxuoso resort filipino e emitiram uma ameaça velada de que poderão feri-los. A presidente Gloria Macapagal Arroyo respondeu prometendo usar a polícia e as forças armadas para esmagar o grupo separatista Abu Sayyaf. Ela descartou pagar qualquer resgate e ofereceu uma recompensa de US$ 2 milhões por informações que levem à captura dos responsáveis pelo seqüestro de domingo."Estou pronta para fazer de tudo para esmagar os bandidos, para permitir que os reféns retornem em segurança para suas famílias e para trazer de volta a paz", afirmou Arroyo, com a aparência sombria e determinada, num discurso televisionado à nação na noite de hoje. "Para os bandidos, ouçam com atenção. Eu vou terminar o que comecei - força contra força, armas contra armas. Isto é o que está sendo exigido pelo desafio que vocês lançaram contra nós". A recompensa inclui US$ 100.000 por cada líder do Abu Sayyaf e US$ 20.000 por cada membro envolvido no seqüestro."Entreguem para mim o cérebro ou os cérebros de sua organização e vocês receberão uma recompensa", disse Arroyo. "Entreguem outros membros e haverá uma recompensa esperando por vocês. Entreguem-se e mudem sua forma de vida e iremos aceitar vocês". Arroyo ordenou uma "guerra total" contra o Abu Sayyaf no início de abril, mas oficiais militares afirmaram que os extremistas aproveitaram o uso das tropas para garantir as eleições nacionais de 14 de maio e se reagruparam nas últimas duas semanas depois de terem sofrido duras baixas durante ofensivas do governo no final do ano passado.Depois de uma reunião ministerial de emergência hoje, a presidente ordenou à polícia e às forças armadas para intensificarem esforços contra os membros do grupo. "Eles só irão parar de caçar vocês quando vocês estiverem esmagados ou todos vocês tenham se rendido", afirmou Arroyo em seu discurso. Abu Sabaya, um líder dos separatistas de Abu Sayyaf - que no ano passado seqüestrou outro grupo de turistas estrangeiros - disse à rádio RMN, baseada na cidade sulista de Zamboanga, que os reféns foram divididos em dois grupos de dez.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.