Extremistas podem atacar Europa para vingar o Iraque

Grupos considerados "terroristas" poderiam buscar alvos na Europa como forma de vingar a guerra promovida pelos Estados Unidos contra o Iraque, declarou nesta segunda-feira o especialista Rohan Gunaratna, do Centro de Estudos Sobre Terrorismo e Violência Política da Universidade de Saint Andrew, Escócia. "Devido ao Iraque, a segurança da Europa estará ameaçada nos próximos anos", comentou ele durante uma conferência internacional de dois dias organizada pelo serviço secreto da Dinamarca para discutir a questão do "terrorismo". Gunaratna informou que muitas das aproximadamente 70.000 pessoas que passaram por campos de treinamento extremista no Afeganistão entre 1979 e 2001 moram atualmente na Europa. Ele não soube dizer exatamente quantas dessas pessoas residem no continente hoje em dia. "Algumas dessas pessoas que vivem na Europa serão parte dessa nova onda", disse o autor de Inside Al-Qaeda (Por Dentro da Al-Qaeda), citando sua pesquisa pessoal sobre o assunto. Apesar de muitos países europeus terem se manifestado contra a invasão do Iraque - casos de França, Rússia e Alemanha -, alguns apoiaram a iniciativa americana, como Dinamarca e Noruega. Por esse motivo e devido à proximidade da Europa com o Oriente Médio e às políticas muitas vezes maleáveis sobre imigração, a região pode estar em perigo. "Eles precisam desesperadamente de um novo teatro de guerra", acredita Gunaratna, destacando a ampliação da segurança nos Estados Unidos depois dos atentados de 11 de setembro de 2001 contra Washington e Nova York.

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