F-22 e F-35 devem encerrar a longa era dos caças tripulados

Análise: Roberto Godoy

O Estado de S.Paulo

11 de janeiro de 2012 | 03h03

O supercaça F-22 Raptor pode muito. Faz coisas que nenhum outro é capaz de fazer, como voar longamente em velocidade supersônica e virtualmente desaparecer das telas dos sensores eletrônicos de defesa aérea. Mas é um problema que voa, com deficiências de tecnologia avançada que não têm permitido o emprego em combate do avião de US$ 400 milhões - cada um. Isso reforça a tese aceita por um número crescente de especialistas de que o F-22 e seu parceiro mais simples, o F-35, podem ser os últimos caças americanos tripulados. A próxima geração dessa classe de aeronaves só deve sair da tela dos engenheiros por volta de 2030 - e s0b risco. Sintomaticamente, os EUA mantêm 47 programas de desenvolvimento de aviões militares não tripulados e reconhecem "o movimento preliminar" de apenas dois projetos prevendo pilotos a bordo. Os robôs custam apenas uma parcela dos tipos convencionais. Talvez 80% do grande pacote dos modelos guiados à distância estão sob sigilo.

Há modelos destinados a permanecer no ar por muitos dias, realizando o trabalho de vigilância armada. Outros, feitos para cumprir missões de ataque, ainda seriam comandados por alguém eventualmente sentado no cockpit do que será, então, um "velho" Raptor.

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