Fábrica do México entrega o último Fusca do mundo

O último Fusca saiu da linha de montagem nesta quarta-feira, 70 anos depois que o governo de Adolf Hitler orgulhosamente apresentou o primeiro sedan de duas portas que se tornou um dos automóveis mais vendidos do mundo, transformando-se em ícone global. A fábrica da Volkswagem em Puebla, a 105 km a sudeste da Cidade do México, foi a última a produzir o carro em forma de besouro. Mas a competição frente a novos modelos de compactos e a decisão governamental de proibir táxis de duas portas obrigaram a Volkswagen a anunciar meses atrás que só produziria mais 3 mil modelos ?última edição?, que no México serão vendidos por US$ 8.000 - poucas centenas de dólares acima do preço comum - mas que, por representarem uma lenda, estão sendo procurados por colecionadores do mundo todo. A finalização da montagem do pequeno besouro azul de número 21.529.464 foi transmitida ao vivo pela televisão via satélite. O ?fusquinha? portador desse número foi coberto por uma bandeira mexicana feita de flores em uma cena cujo fundo musical ficou por conta de ?mariachis?, que executaram ?El Rey? (The King). O carro será enviado a um museu em Wolfsburg, na Alemanha. Os primeiros ?Volks?, como também eram chamados, ou ?Vochos?, como são chamados pelos mexicanos, ou ?Huevitos? (ovinhos) para os cubanos saíram das fábricas alemãs durante a era nazista e, depois de se tornarem veículos militares por breve período, passaram a ser comecializados em todos os continentes. Nos EUA, deixaram de ser vendidos em 1977, por não cumprirem normas ambientais e de segurança. O Brasil também deixou de fabricar o modelo em 1996. Agora, a Volkswagen do Brasil pretende importar 50 carros da última edição para vendê-los pelo preço equivalente a US$ 13.000 cada um.

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