Facções islâmicas da Síria rejeitam nova coalizão

Um grupo de facções islâmicas extremistas da Síria rejeitou a nova coalizão opositora do país, dizendo, em um vídeo, que o grupo formou um "Estado islâmico" na cidade de Aleppo e frisando que não quer nenhum tipo de relação com o bloco apoiado por países do Ocidente.

AE, Agência Estado

19 de novembro de 2012 | 14h05

O vídeo é uma reação à Coalizão Nacional Síria das Forças de Oposição e da Revolução (CNFROS), formada no último dia 11, no Catar, para unificar os grupos que tentam dar fim ao regime do presidente Bashar Assad. A coalizão é liderada por um popular clérigo islâmico e é vista como uma forma de contrariar a crescente influência de extremistas islâmicos na rebelião que dura 20 meses e já deixou mais de 36 mil mortos.

O comunicado feito por 13 facções radicais e postado em um site de militantes na noite de domingo sugere que os extremistas suspeitam da nova coalizão. Eles rejeitaram o que chamaram de "projeto externo" e declararam a cidade de Aleppo, onde diversos grupos radicais têm lutado, um "Estado islâmico".

"Somos os representantes dos grupos que lutam em Aleppo e declaramos nossa rejeição ao projeto de conspiração chamado de aliança nacional", disse o comunicado. "Concordamos em estabelecer um Estado islâmico e rejeitar projetos externos." A autenticidade do vídeo não pôde ser confirmada, mas ele foi divulgado em um site que apresenta comunicados da Al-Qaeda e outros militantes.

Os conflitos na Síria começaram como protestos pacíficos em março de 2011 e rapidamente escalaram para uma guerra que tem acentuado as divisões internas do país. Muitos dos que tentam depor Assad são muçulmanos sunitas, enquanto o regime é dominado por alauítas, seguidores do grupo xiita. As informações são da Associated Press.

Tudo o que sabemos sobre:
Síriacoalizãorejeição

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.