Paul Stringer/Reuters
Paul Stringer/Reuters

Facções líbias se engajam em negociações mediadas pela ONU

País está tomado por uma luta entre um governo internacionalmente reconhecido e uma administração rival, sediada em Trípoli após uma facção armada ter invadido a capital em meados do ano passado

O Estado de S. Paulo

11 de fevereiro de 2015 | 20h35

TRÍPOLI - Negociadores da ONU retomaram nesta quarta-feira, 11, as conversas com representantes das facções líbias que combatem entre si, reunindo-se em separado com os lados rivais na mais recente tentativa de resolver a crise política e mediar um cessar-fogo no país exportador de petróleo.

A Líbia está tomada por uma luta entre um governo internacionalmente reconhecido e uma administração rival, sediada em Trípoli após uma facção armada ter invadido a capital em meados do ano passado.

Ambos os lados recebem o apoio de brigadas e combatentes que ajudaram a derrubar o ditador Muamar Kadafi, em 2011, mas que desde então se voltaram umas contra as outras numa disputa complexa envolvendo diferentes tribos, antigas tropas de Kadafi, militantes islamitas e forças federalistas.

O enviado especial da Organização das Nações Unidas (ONU), Bernardino León, reuniu-se com representantes dos governos rivais na cidade de Gadamés, perto da fronteira com a Argélia. Ambos os governos operam seus parlamentos e Forças Armadas em meio a um conflito que potências ocidentais temem ter o potencial de se transformar numa guerra civil.

A ONU disse nesta quarta-feira que as conversas foram focadas apenas no estabelecimento de uma agenda e de prazos sobre os quais as partes possam trabalhar na busca por um acordo, mas afirmou que negociações mais detalhadas vão ocorrer nos próximos dias.

Conversas anteriores organizadas em Genebra no mês passado lograram pouco progresso, pois importantes representantes do governo baseado em Trípoli não compareceram, exigindo que o diálogo se desse na Líbia.

A ONU busca primeiro um acordo sobre um governo unificado, um cessar-fogo e a retirada de grupos armados das principais cidades e instalações líbias. Mas representantes da ONU reconheceram que tais objetivos estão longe de alcançar uma resolução para a crise.

Os dois maiores portos petrolíferos da Líbia, Es Sider e Ras Lanuf, ambos totalizando uma capacidade de embarcar 600 mil barris de petróleo por dia, foram fechados desde dezembro por causa dos confrontos, reduzindo as cruciais receitas do petróleo e prejudicando a economia. / REUTERS 

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