Facções rivais assinam pacto no Congo; tensão persiste

Tiroteios esporádicos ainda ecoam nas montanhas em torno de Bunia, uma conturbada cidade do nordeste do Congo, horas depois de facções rivais terem assinado um acordo para encerrar as lutas tribais que já duram mais de uma semana.Apesar do pacto para acabar com as hostilidades, que deveria entrar em vigor à meia-noite local de hoje, milhares de moradores mostram-se pessimistas, abrigados em barracas de plástico para além do perímetro demarcado por cercas de arame farpado, em torno do complexo onde estão baseadas as forças da ONU no país.Os combatentes tribais patrulhavam as ruas empoeiradas de Bunia armados com fuzis e machetes. Muitos deles são meninos, vestindo camisetas e sandálias.A ONU abriga mais de 10.000 civis em torno de suas bases na região. Funcionários da entidade dizem que a situação em Bunia ainda é volátil, apesar do acordo de paz. Em Nova York, o Conselho de Segurança da ONU exigiu o fim da onda de assassinatos no nordeste do Congo e pediu que o secretário-geral da entidade, Kofi Annan, tente concentrar soldados para a criação de uma força internacional de emergência. Até o momento, pelo menos 100 mortes foram confirmadas em Bunia. Hoje, Annan enviou uma carta ao presidente do CS, o embaixador paquistanês Munir Akram, para pedir a ajuda dos países. O secretário-geral já pediu à França que comande as tropas e forneça um batalhão de cerca de mil soldados. Paris, no entanto, afirmou que só aceitará a missão se outros países se engajarem. Diplomatas comentaram que África do Sul e Angola são países com potencial para contribuir.

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