Facebook e Twitter se encontram com ministro britânico

Executivos do Facebook, Twitter e BlackBerry (da canadense Research in Motion), se encontrarão nesta quinta-feira com o governo britânico para discutir como as redes sociais podem desempenham papel importante para que as pessoas se mantenham seguras durante os distúrbios civis. O foco da reunião com o Ministro do Interior britânico mudou a partir do desejo de se bloquear as redes sociais no país durante as agitações populares recentes. A intenção é mostrar de que maneira a polícia pode usar essas redes para informar os cidadãos que cumprem a lei e também para rastrear os agitadores.

Agência Estado

25 de agosto de 2011 | 03h07

"Estamos ansiosos para o encontro com o Ministro. Queremos mostrar a ele as medidas que tomamos para garantir que o Facebook seja plataforma segura e positiva para o Reino Unido neste momento desafiador", disse a empresa em um e-mail. "Recentemente, passamos a assegurar que qualquer ameaça de violência seja removida do Facebook", reforçou o documento. Durante os protestos no Reino Unido, no início do mês, o primeiro-ministro David Cameron sugeriu a imposição de bloqueio às redes sociais.

"Estamos trabalhando com a polícia, os serviços de inteligência, empresas responsáveis e fabricantes para saber se há uma maneira de interromper, nos sites, informações que incitem à violência", disse Cameron.

O Facebook se opõe a qualquer proibição de seus serviços, pois acredita que as redes sociais podem ajudar na segurança pública e no combate à criminalidade. O BlackBerry participará da reunião porque suas mensagens são criptografadas, frustrando os esforços da polícia para interceptar as comunicações entre manifestantes. As informações são da Dow Jones.

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