Eduardo Munoz Alvarez/AP
Eduardo Munoz Alvarez/AP

Facebook remove páginas vinculadas a Steve Bannon por compartilhar desinformação

Os perfis relacionados ao ex-conselheiro de Donald Trump trabalhavam para espalhar informações falsas sobre a eleição presidencial americana

Redação, O Estado de S.Paulo

10 de novembro de 2020 | 02h53

O Facebook disse nesta segunda-feira, 9, que removeu uma rede de páginas ligadas a Steve Bannon, ex-estrategista de Trump. Os perfis trabalhavam para espalhar informações falsas sobre a eleição presidencial americana. 

A empresa disse que removeu sete páginas associadas com a hashtag Stop the Steal (“Parem de Roubar”, em tradução livre), uma referência às acusações infundadas levantadas pelos conservadores de que o Partido Democrata roubou a eleição da semana passada. As páginas somavam cerca de 2,5 milhões de seguidores.

“Nós removemos vários grupos em atividade por apresentarem táticas comportamentais inautênticas para impulsionar artificialmente o número de pessoas que viam seu conteúdo”, disse Andy Stone, uma porta-voz do Facebook. 

“Isso inclui grupos que originalmente foram chamados de Stop the Steal e, mais tarde, viraram ‘Gays Comunistas para o Socialismo’, enganando pessoas sobre seu propósito usando táticas depreciativas”.

O movimento é o mais novo exemplo da abrangente aplicação de medidas duras do Facebook na desinformação sobre a eleição. Há poucas semanas, a empresa removeu mais tipos de conteúdos e deu mais passos para reprimir falsidades, embora tenha dito que essas medidas são temporárias e focadas no período eleitoral.

Conservadores, imitando declarações do presidente Donald Trump, têm usado a expressão “Stop the Steal” para formar grupos e coordenar protestos na internet. Na quinta, o Facebook derrubou o maior grupo sobre o assunto, que atraiu mais de 320 mil seguidores em menos de 24 horas. 

Mas outros grupos surgiram. O Facebook tomou medidas contra eles na semana passada, depois que a Avaaz, uma organização sem fins lucrativos progressiva que monitora a desinformação digital, entrou em contato com a rede social sobre sua proliferação.

Algumas das páginas estavam vinculadas ao perfil de Bannon na rede social, disse a empresa. Determinadas permissões do Facebook de Bannon, incluindo a capacidade de criar postagens, foram suspensas temporariamente. No entanto, sua conta foi autorizada a permanecer no site. O Washington Post relatou anteriormente a ação do Facebook.

Um porta-voz de Bannon não respondeu imediatamente a um pedido de comentário.

As medidas não foram tão duras quanto as ações tomadas pelo Twitter, que suspendeu uma conta pertencente a Bannon na quinta-feira depois que ele postou um vídeo sugerindo que o Dr. Anthony Fauci, o especialista em doenças infecciosas, e Christopher A. Wray, o diretor do FBI, deveriam ser decapitados. Bannon fez os comentários durante uma transmissão ao vivo de seu programa, “War Room: Pandemic”.

“A conta @WarRoomPandemic foi permanentemente suspensa por violar as Regras do Twitter, especificamente nossa política sobre a glorificação da violência”, disse um porta-voz do Twitter na época.

Bannon, 66, perdeu seu emprego na Casa Branca oito meses após a posse de Trump. Em agosto, ele foi preso sob a acusação de fraudar doadores para uma campanha de financiamento privado de um muro na fronteira dos Estados Unidos com o México, uma das promessas políticas de Trump./NYT

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