Falhas na segurança da Casa Branca em invasão foram 'inaceitáveis'

Chefe do serviço secreto americano admite que plano de segurança falhou e erros não ocorrerão novamente

O Estado de S. Paulo

30 de setembro de 2014 | 13h51

WASHINGTON - A diretora do Serviço Secreto dos Estados Unidos, Julia Pierson, disse nesta terça-feira, 30, que a recente violação da segurança na Casa Branca, quando um homem carregando uma faca entrou no local, era inaceitável e prometeu que não iria acontecer novamente.

"Eu assumo total responsabilidade", disse Julia em depoimento preparado para uma comissão da Câmara dos Deputados dos EUA que investiga a invasão ocorrida dia 19. "O que aconteceu é inaceitável e isso nunca acontecerá novamente."

Pierson declarou ao Comitê de Supervisão e Reforma do Governo da Câmara que ordenou medidas extras de segurança no entorno da Casa Branca imediatamente após a invasão. Ela também afirmou que o secretário de Segurança Interna dos EUA, Jeh Johnson, havia solicitado uma investigação.

"É claro que o nosso plano de segurança não foi executado corretamente", disse Julia, sem fornecer detalhes da invasão.

A diretora também reconheceu os problemas e erros que abalaram o Serviço Secreto nos últimos anos, os quais incluem um atirador solitário disparando contra a Casa Branca em 2011, um escândalo de prostituição envolvendo agentes na Colômbia em 2012 e uma noite de bebedeira em março, que fez com que três agentes fossem enviados de volta para os EUA durante uma viagem presidencial em Amsterdã. / REUTERS

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