Athit Perawongmetha / Reuters
Athit Perawongmetha / Reuters

Falta de oxigênio em caverna na Tailândia preocupa autoridades e equipes de resgate

Comandante da força SEAL da Marinha diz que o nível de oxigênio no local está em cerca de 15% e vem diminuindo

O Estado de S.Paulo

06 Julho 2018 | 11h13

MAE SAI, TAILÂNDIA - Autoridades correm contra o tempo nesta sexta-feira, 6, para tentar resgatar os 12 adolescentes e seu treinador de futebol que estão presos em uma caverna parcialmente inundada na Tailândia há mais de 10 dias. No momento, as preocupações estão voltadas para a piora no clima da região e a redução da quantidade de oxigênio no local.

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“Quando encontramos os garotos, pensamos que eles poderiam sobreviver lá por muito tempo”, disse o comandante da força SEAL da Marinha, Arpakorn Yookongkaew. “Mas agora, as coisas mudaram. Temos um tempo limitado. Temos de trabalhar duro.”

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O nível de oxigênio na caverna está em cerca de 15% e vem diminuindo, segundo Yookongkaew. Se chegar a menos de 16%, pode causar hipóxia (falta de ar), que em casos extremos pode ser fatal. “Você pode sobreviver, mas não pode andar por aí ou fazer qualquer coisa. É como estar em montanhas altas”, explicou Dinko Novosel, presidente da Associação Europeia de Resgate em Cavernas.

O comandante das operações de busca e resgate, Narongsak Osottanakorn, afirmou na noite de quinta-feira que três pessoas na caverna estão ficando fracas, apesar de continuarem em condições relativamente boas de saúde. Uma dessas pessoas seria o técnico, Ekkapol Chantawong, que teria dado aos meninos sua parte dos alimentos durante os dez dias que passaram antes de serem encontrados.

Durante esta madrugada, um ex-membro da Marinha tailandesa morreu depois de ajudar o grupo. A morte do socorrista mostra a dificuldade de um resgate sem colocar em perigo a vida dos meninos e de seu treinador de futebol. Yookongkaew disse que cilindros de oxigênio foram espalhados ao longo da caverna para tentar ajudar as crianças e seus acompanhantes.

As equipes de emergência tentam avançar o máximo em seus preparativos de resgate, antes do retorno das chuvas. Os socorristas esperam conseguir, com a ajuda de máquinas, reduzir o nível da água de modo suficiente para que os meninos consigam sair da caverna sem a necessidade de mergulhar, ou com mergulhos apenas em pontos específicos.

No momento, um mergulhador experiente precisa de 11 horas para fazer uma viagem de ida e volta até o local em que estão os jovens - seis na ida e cinco na volta - graças à ajuda da corrente. O trajeto tem vários quilômetros e inclui passagens estreitas e trechos sob a água.

As autoridades querem evitar um plano de emergência que inclua uma saída precipitada. A morte do mergulhador foi um duro golpe para a moral dos socorristas, incluindo vários estrangeiros. Mas se a chuva prevista para as próximas horas provocar um aumento do nível da água, talvez não reste outra saída.

A equipe de resgate também procura uma via de entrada a partir do topo da montanha que esteja conectada, ou que seja fácil de conectar com um trabalho de perfuração à parte da caverna em que estão as crianças. / AP, NYT e AFP

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