MARVIN RECINOS / AFP
MARVIN RECINOS / AFP

Falta de gasolina chega a Caracas e provoca longas filas

Desde o início da semana, as filas começaram a se formar em alguns postos e hoje a crise se estendeu pela cidade

Redação, O Estado de S.Paulo

17 de maio de 2019 | 22h10

CARACAS - Os moradores de Caracas formaram nesta sexta-feira, 17, longas filas em vários postos da cidade para tentar reabastecer seus veículos. Eles se depararam com alguns deles temporariamente fechados por falta de combustível, uma prova de como a escassez de gasolina chegou à capital venezuelana, já castigada, como o restante do país, pela escassez de alimentos e remédios. Segundo a agência EFE, os lugares com maior escassez de combustível são a zona leste e alguns pontos do centro.

Desde o início da semana, as filas começaram a se formar em alguns postos e hoje a crise se estendeu pela cidade. A situação, porém, ainda não é tão grave como no interior do país, onde motoristas chegam a ficar horas para conseguir abastecer. 

Na quarta-feira, o secretário da Federação Unitária de Trabalhadores do Petróleo da Venezuela, Iván Freites, havia adiantado que a escassez de gasolina se aprofundaria até o fim da semana. Ele afirmou que as autoridades mantêm apenas a capital abastecida de combustível, mas a qualquer momento poderia haver um desabastecimento mais grave, como o da eletricidade. 

Em nota enviada à imprensa hoje, Freites disse que a situação do setor petrolífero é “reflexo do caos e dos saques perpetrados pelo regime de Nicolás Maduro” e lamentou que não haja combustível para a população, mas sim para o contrabando e para atender ao mercado cubano. 

O deputado da Assembleia Nacional Elías Matta afirmou que a oposição advertiu, no início do ano passado, que haveria um racionamento em ao menos dez Estados da Venezuela. Especialistas consultados pela agência EFE asseguraram que os níveis de produção atual do país não permitem mais atender à demanda da população. / EFE 

 

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