Antony Njuguna/Reuters
Antony Njuguna/Reuters

Falta de saneamento afeta mais de 27 milhões na África e no Iêmen

Escassez de água e práticas de higiene inadequadas agravam os problemas provocados nesses países por conflitos e pela seca

O Estado de S.Paulo

29 de março de 2017 | 04h55

NAIRÓBI - A falta de saneamento básico coloca em risco a saúde e a vida de 27 milhões de pessoas em países africanos afetados pela seca e pela fome. Entre eles, Nigéria, Somália e Sudão do Sul, além de Iêmen, na Ásia, segundo um informe divulgado pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) nesta quarta-feira, 29.   

"A combinação de má nutrição, água suja e falta de saneamento cria um círculo vicioso do qual muitas crianças nunca se recuperarão", declarou o diretor do Programas de Emergências da Unicef, Manuel Fontaine. 

Segundo essa agência da ONU, consumir água suja provoca enfermidades relacionadas com a diarreia, muitas vezes letais para crianças com má alimentação. 

A escassez de água devido à falta de chuvas, condições de saneamento inadequadas e práticas higiênicas deficientes levam milhões de pessoas a beber e a utilizar água suja, agravando os problemas provocados nesses países por conflitos bélicos e a seca prolongada. 

Em uma região afetada pelo terrorismo do Boko Haram como o nordeste da Nigéria, 75% das infraestruturas de água e saneamento foram destruídas ou danificadsa pela violência. Ali, 3,8 milhões de pessoas não têm acesso à água potável, diz a Unicef. 

Na Somália, um dos países mais dizimados pela seca, a Onu estima que o número de pessoas sem acesso à água e saneamento básico passará nas próximas semanas de 3,3 milhões para 4,5 milhões, cifra que se aproxima de um terço da população do país. 

Muitas das fontes de água disponíveis secaram por falta de chuvas na Somália, onde os casos de cólera e diarreia aguda se multiplicaram por cinco desde que o ano começou. 

A situação não é melhor no Sudão do Sul, país que atravessa uma guerra civil e vive forte seca. A metade dos pontos de acesso à água foram destruídos pelo conflito. Mais de cinco milhões de pessoas não têm água potável e sistemas de saneamento no país. No Iêmen, a guerra deixou sem água potável 14,5 milhões de pessoas - dois milhões com risco de sofrer doenças relacionadas à diarreia. / EFE

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