Faltará crédito de US$ 700 bi a emergentes, diz Banco Mundial

Documento feito para reunião do G-20 estima que 98 de 129 países terão problemas com acirramento da crise

ANA CONCEIÇÃO, Agencia Estado

08 de março de 2009 | 14h21

O Banco Mundial estima que um eventual aprofundamento da crise econômico-financeira poderá gerar uma lacuna de US$ 700 bilhões na captação de crédito dos países em desenvolvimento neste ano. Em um documento preparado para a reunião dos ministros de Finanças do G-20 a ser realizada no próximo fim de semana, a instituição estima que 98 de 129 países em desenvolvimento não serão capazes de atrair investimento privado suficiente para cobrir suas necessidades financeiras.   Veja também: Risco de recessão pressiona BC a cortar taxa de juro Reino Unido amplia controle estatal do 3º maior banco do país As medidas do emprego De olho nos sintomas da crise econômica  Dicionário da crise  Lições de 29 Como o mundo reage à crise    A falta de investimento, segundo o relatório, criaria uma lacuna de US$ 268 bilhões em captações que não seriam realizadas. Esse valor, contudo, pode chegar a US$ 700 bilhões se a fuga de capitais for acelerada ou se esses países tiverem dificuldade para refinanciar suas dívidas. De acordo com o Banco Mundial, nem a instituição nem outros organismos internacionais de financiamento teriam recursos suficientes para prover empréstimos às economias em desenvolvimento, mesmo que as necessidades de crédito se mantivessem no lado mais baixo da estimativa. Neste sentido, o banco pediu que as nações que compõem o G-20 ajudem aqueles países a conseguir os recursos necessários. O Banco Mundial estima que a economia global irá contrair em 2009 e que o comércio internacional deverá registrar a maior queda em 80 anos. "A crise precisa de uma solução global e prevenir uma catástrofe econômica nos países em desenvolvimento é importante para a sua superação", disse o presidente da instituição, Robert Zoellick, por meio de um comunicado. Zoellick tem pedido que os países desenvolvidos devotem 0,7% de seus pacotes de estímulo aos países mais pobres e o banco está criando uma linha de financiamento que receberá contribuições. O economista-chefe do Banco Mundial, Justin Lin, vai reiterar esse apelo em um discurso na segunda-feira, 9, que será realizado durante conferência organizada pelo Departamento Britânico para o Desenvolvimento Internacional, em Londres. As informações são da Dow Jones.

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