Faluja preocupa comissária de direitos humanos da ONU

A alta comissária de direitos humanos da ONU, Louise Arbour, manifestou "profunda preocupação" com a falta de acesso independente aos civis retidos em Faluja durante a ofensiva americana na cidade sunita iraquiana. "Surgiu um grande número de relatos durante o atual conflito, dando conta de violações das convenções de guerra, destinadas a proteger tanto civis quanto combatentes", diz declaração assinada por Arbour. Ela manifestou "profunda preocupação com a situação dos civis pegos no atual confronto em Faluja". Todas as partes em conflito devem tomar todas as precauções possíveis para proteger esses civis, afirmou a comissária. "Todas as violações das leis humanitárias internacionais e dos direitos humanos devem ser investigadas e os responsáveis por contravenções - o que inclui ataques deliberados a civis, ataques indiscriminados e desproporcionais, assassinato de pessoas feridas e uso de civis como escudos humanos - devem ser levados à justiça, sejam eles insurgentes ou membros das forças multinacionais", afirma Arbour. A comissária de direitos humanos da ONU manifestou especial preocupação com "o acesso precário aos civis que ainda estão na cidade para que lhes seja entregue ajuda humanitária e com a falta de informações sobre o número de baixas entre os civis". Rana Sidani, porta-voz da Cruz Vermelha Internacional, denunciou que nenhuma organização internacional de ajuda humanitária conseguiu entrar em Faluja desde o início da ofensiva americana, há mais de uma semana.

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