Família brasileira está retida em cidade líbia

Uma família de brasileiros está retida em Benghazi, segunda maior cidade da Líbia e reduto dos protestos contra o regime de Muamar Kadafi. No último contato com parentes, o engenheiro da empreiteira Queiroz Galvão Roberto Roche Moreira, de 52 anos, contou que está abrigado com a mulher e dois filhos numa casa com outras 50 pessoas, funcionários da empresa.

AE, Agência Estado

22 de fevereiro de 2011 | 09h03

A situação na região em que Moreira vivia com a mulher, Débora Kloeppel, e os filhos Marina, de 16, e Bernardo, de 5, ficou tensa nos últimos dias. Eles ouviam tiros, fogos, sons de bomba explodindo. A família, então, decidiu deixar a residência.

"A Queiroz Galvão fretou um voo para resgatar os funcionários e suas famílias, mas eles não tinham autorização do governo para pousar. Meu pai tentou chegar ao aeroporto ontem (domingo), mas não conseguiu. As estradas estão interditadas e é muito arriscado. O Exército está atirando mesmo em civis desarmados", disse a filha mais velha do engenheiro, a jornalista Mariana Hansen, de 27 anos, que vive em Niterói.

As comunicações entre o engenheiro e a família no Brasil estão muito difíceis. "Quando começaram as manifestações, a internet foi cortada. Telefone fixo é item raro, poucas pessoas têm. Mas todos têm celular. O governo cortou o envio de mensagens e meu pai não pode fazer ligações. Mas pode receber. Tento horas até conseguir completar a ligação", disse. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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