AP Photo/Ben Margot
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Família chinesa denuncia fraude de US$ 6,5 milhões em doação para Stanford

Mãe de uma estudante chinesa admitiu pagamento, mas afirmou que acreditava estar fazendo doação para a universidade; fraude de US$ 25 milhões resultou em acusações contra quase 50 pessoas, incluindo atrizes de Hollywood

Redação, O Estado de S.Paulo

03 de maio de 2019 | 09h25

Correções: 03/05/2019 | 16h07

HONG KONG - A mãe de uma estudante chinesa admitiu nesta sexta-feira, 3, que pagou US$ 6,5 milhões ao homem que está no centro do escândalo de pagamentos para a admissão em grandes universidades americanas, mas afirmou que acreditava estar fazendo uma doação para a Universidade Stanford, nos Estados Unidos.

O mundo acadêmico americano foi abalado por um escândalo de subornos milionários coordenado por William "Rick" Singer, que se declarou culpado de trabalhar com treinadores, administradores universitários e monitores de exames corruptos para que os filhos de famílias ricas conseguissem entrar em universidades de prestígio

A fraude de US$ 25 milhões, que foi revelada pela Justiça americana no início do ano, resultou em acusações contra quase 50 pessoas, incluindo atrizes de Hollywood. Os casos revelados envolviam pais que pagaram entre US$ 15 mil e US$ 600 mil para assegurar as vagas de seus filhos.

Mas no início da semana, a imprensa americana informou que Singer havia recebido US$ 6,5 milhões de uma família chinesa cuja filha, Yusi Zhao, foi admitida em Stanford em 2017.

Nesta sexta, os advogados de Hong Kong da mãe da jovem divulgaram um comunicado. O texto afirma que Singer fez com que ela acreditasse estar fazendo uma doação para pagar os salários dos funcionários de Stanford e para bolsas de estudo.

"A doação é da mesma natureza que muitos pais ricos já fizeram abertamente para universidades de prestígio", afirma o comunicado, antes de informar que o pagamento aconteceu um mês após a matrícula da filha em Stanford. 

"Desde que os assuntos relacionados a Singer e sua fundação foram amplamente divulgados, a senhora Zhao percebeu que foi enganada. Se aproveitaram de sua generosidade e sua filha foi vítima da fraude", completa o texto. 

O escritório de advocacia Mayer Brown se negou a divulgar o nome completo da mãe ou a informar se Yusi Zhao permanece na prestigiosa universidade. 

O jornal New York Times informou que o pai da jovem fez fortuna com a medicina tradicional chinesa e suplementos para a saúde. Os promotores americanos não apresentaram acusações contra a família. / AFP

Correções
03/05/2019 | 16h07

Uma versão anterior da reportagem citava incorretamente a Universidade Stanford como membro da Ivy League.

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