REUTERS/Kyodo
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Família de americano morto após ficar preso na Coreia do Norte recusa autópsia

Autópsia ajudaria a esclarecer causas da morte, após ele ter ficado 15 meses em coma; família não divulgou motivos para recusa

O Estado de S.Paulo

20 de junho de 2017 | 21h32

WASHINGTON - A pedido da família, nenhum legista do Estado de Ohio, nos Estados Unidos, realizará autópsia no corpo do estudante americano que morreu depois de ser mantido preso na Coreia do Norte por 17 meses. Apenas um exame externo do corpo do rapaz foi feito, disse uma autoridade de medicina legal do Estado nesta terça-feira, 20.

O instituto médico legal do Condado de Hamilton estava em contato com médicos do hospital de Cincinnati onde Otto Warmbier, de 22 anos, morreu na segunda-feira, antes de que se tenha tirado qualquer conclusão sobre a causa da morte, disse o investigador Daryl Zornes.

Os investigadores ainda estão analisando imagens radiológicas e esperando mais registros médicos pedidos pela medicina legal, disse Zornes à agência Reuters.

Mais cedo, nesta terça-feira, o necrotério local disse que recebeu o corpo do estudante para uma autópsia e esperava divulgar descobertas preliminares até amanhã.

Mas os planos mudaram após os legistas decidirem, a pedido da família, não realizar a autópsia. Em vez disso, limitaram os exames a uma análise externa do corpo de Warmbier e a uma análise de seus registros, disse Zornes.

Não havia informação imediata da família ou de parentes do estudante sobre os motivos que os levaram a pedir que não fosse feita uma autópsia, procedimento que poderia esclarecer as razões para as lesões neurológicas sofridas por Warmbier na Coreia do Norte.

A morte de Warmbier acontece apenas dias após ele ser solto pelo governo norte-coreano e voltar aos Estados Unidos sofrendo de amplo dano cerebral, de acordo com os médicos americanos que o trataram.

Warmbier, que nasceu em Ohio e estudava na Universidade de Virginia, foi preso na Coreia do Norte em janeiro de 2016 enquanto visitava o país como turista. Ele foi sentenciado dois meses mais tarde a 15 anos de trabalhos forçados por tentar roubar um item com um slogan de propaganda de seu hotel na capital da Coreia do Norte, Pyongyang, disse a mídia estatal da Coreia do Norte.

As circunstâncias de sua detenção e qual tratamento médico ele recebeu na Coreia do Norte seguem desconhecidas. / REUTERS 

 

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