AP Photo/Natacha Pisarenko
AP Photo/Natacha Pisarenko

Família de ativista argentino desaparecido aguarda exames para identificar corpo

Autoridades argentinas localizaram na terça-feira cadáver flutuando em rio que seria de Santiago Maldonado, ativista desaparecido desde agosto; corpo será levado para Buenos Aires, onde passará por exame de DNA e autópsia

O Estado de S.Paulo

19 Outubro 2017 | 11h24

BUENOS AIRES - A família de Santiago Maldonado, um ativista desaparecido na Argentina, disse na quarta-feira que o corpo encontrado na véspera no sul do país ainda não foi identificado.

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"Não vou dizer se é Santiago ou não porque não posso identificá-lo", afirmou o irmão mais velho do jovem, Sergio Maldonado, em entrevista em Esquel, na Província de Chubut, onde um corpo foi encontrado flutuando em um rio.

A advogada da família, Verónica Herédia, disse que o corpo foi localizado em um lugar do rio onde as equipes de resgate já tinham feito três buscas, a última em 19 de setembro, sem resultado.

Ela disse não ter explicação para o fato de o corpo ter sido encontrado desta vez, em uma ação ordenada pela Justiça. O cadáver só foi retirado do local depois da chegada do perito Alejandro Inchaurregui, contratado pela família Maldonado.

O perito confirmou que a roupa que estava no corpo coincidia com a usada pelo jovem na última vez em que ele foi visto, no início de agosto, quando participava de um protesto que foi reprimido pelas forças de segurança. Também foi encontrado um documento com o nome de Santiago Maldonado.

Apesar disso, o perito disse que esses não são elementos suficientes para identificá-lo. Agora, o corpo será levado para Buenos Aires, onde passará por uma autópsia.

Uma das principais suspeitas sobre o que ocorreu com o jovem, sobretudo da família e de organizações de direitos humanos, é que o agente da polícia são responsáveis pelo desaparecimento.

Andrea Antico, cunhada do ativista, pediu respeito à imprensa ao tratar do caso e indicou que a família vai esperar que seja realizado um exame de DNA e a autópsia do corpo. "Não confiamos em ninguém", afirmou.

Já Sergio não descartou que o corpo tenha sido "plantado" no local. E também afirmou que não se submeterá à pressão de ter se afirmar se ele é ou não Santiago até que os exames sejam realizados pelas autoridades. / EFE

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