Família de Chávez ataca opositor na Venezuela

Após levantar suspeitas sobre morte do líder, Capriles pede que Maduro não use parentes do presidente na campanha

CARACAS, O Estado de S.Paulo

14 de março de 2013 | 04h18

Parentes de Hugo Chávez acusaram ontem o líder opositor e candidato a presidente Henrique Capriles de ofender a memória do presidente da Venezuela morto no dia 5, ao questionar a data de sua morte. "Não é justo, não é humano, não é aceitável que agora digam que mentimos sobre a data de sua partida", disse María Gabriela, uma das filhas de Chávez, em carta lida pelo ministro da Informação venezuelano, Ernesto Villegas.

Após levantar suspeitas sobre a morte de Chávez, Capriles pediu desculpas. Ele reiterou não ter ofendido ninguém e pediu a seu rival, o candidato governista, Nicolás Maduro, que não use a família de Chávez na campanha.

O luto nacional de sete dias em razão da morte do presidente foi prorrogado até amanhã, quando o corpo de Chávez será levado da Academia Militar, onde é velado, para o Museu da Revolução, no populoso distrito de 23 de Enero, em Caracas. O ato terá presença dos presidentes da Bolívia, Evo Morales, e do Equador, Rafael Correa.

Maduro admitiu ontem que embalsamar o líder para exibição permanente pode não ser possível, já que o processo deveria ter sido iniciado imediatamente após a morte. "Tenho a responsabilidade máxima de informar estes passos para que todo mundo saiba que há dificuldades para que façamos o mesmo que se fez com Lenin e Mao Tsé-tung."

Ameaças. Em reação às ameaças de morte recebidas por Capriles, o governo disse ontem que descobriu planos de um atentado contra ele orquestrado pela própria oposição. "Detectamos planos da ultradireita para um atentado contra Capriles", disse Maduro."A direita venezuelana é capaz de realizar um atentado (contra Capriles) só para causar uma comoção", afirmou a ministra de Assuntos Penitenciários, Iris Varella. "Devemos ficar atentos e evitar que Capriles tenha até um ataque de caspa." A nova eleição presidencial ocorrerá em 14 de abril. / AFP

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