Família de dissidente poderá viver nos EUA

CUBA

, O Estado de S.Paulo

15 de outubro de 2010 | 00h00

O governo cubano autorizou a família do preso opositor Orlando Zapata, que morreu em fevereiro, depois de 85 dias de greve de fome, a deixar a ilha e viajar diretamente aos Estados Unidos, afirmou ontem a mãe do dissidente, Reina Tamayo, integrante do grupo Damas de Branco.

Reina disse ter recebido a oferta por meio da Igreja Católica, que negociou a libertação de presos políticos e enviados para a Espanha. A proposta teria sido feita no início da semana.

"Me disseram que o governo havia autorizado a saída de toda a família e nós vamos direto para os Estados Unidos, mas eu não saio daqui enquanto não me derem as cinzas de meu filho", declarou a mãe de Zapata. A mulher disse ter recebido a visita de Emilio Aranguren, bispo de Holguín, que lhe falou sobre a proposta no início da semana.

A morte de Zapata, que reivindicava melhores condições carcerárias, provocou uma onda de críticas internacionais a Cuba.

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