Facebook/Arquivo pessoal
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Família de rapaz que morreu na Rússia tenta repatriar corpo

De acordo com irmão da vítima, autoridades russas apresentaram orçamento de US$ 6 mil

Gabriel Toueg, do estadão.com.br,

05 de janeiro de 2012 | 15h36

SÃO PAULO - A família do estudante brasileiro Henrique Vasques, 21 anos, que morreu na Rússia na última segunda-feira, 2, está reunindo recursos para conseguir repatriar o corpo. De acordo com o irmão de Vasques, Victor, as autoridades russas apresentaram um orçamento de US$ 6 mil para o traslado do corpo.

 

Caso a família consiga reunir o valor até amanhã, um avião levando o corpo deve partir da capital russa no sábado, 7. A previsão é que chegue ao País na segunda-feira, 9.

 

De acordo com a assessoria de imprensa do Itamaraty, a Embaixada brasileira em Moscou está em contato com as autoridades russas para providenciar a repatriação. Mais cedo, ainda segundo a assessoria, a demora na expedição de alguns documentos estava atrasando o processo.

 

O irmão da vítima explicou ainda ao estadão.com.br que, apesar do feriado de Ano-Novo, que vai até o dia 9 na Rússia, as autoridades resolveram a questão dos trâmites, como a emissão de atestado de óbito, de forma rápida.

 

"O valor é muito alto para as nossas condições", disse. A família mora de aluguel no Tatuapé, Zona Leste da capital paulista. Segundo Victor, a família está fazendo uma campanha na internet entre amigos e colegas para arrecadar o montante.

 

Acidente

 

O rapaz estudava Medicina em uma faculdade em Kursk, a 456 km de Moscou. Ele morreu quando o gelo sobre o lago em que patinava com um amigo, na cidade, cedeu. Os dois caíram na água e tentaram nadar até a borda.

 

Um policial que passava pelo local chegou a ajudá-los, mas Henrique, que já estava inconsciente devido ao frio, não resistiu e acabou morrendo. No mesmo dia, ele havia escrito em sua conta no Twitter: "Depois de dois dias de festa ainda estou vivo. Viva o Ano Novo!"

 

O irmão disse que Henrique, que serviu no Centro de Preparação de Oficiais da Reserva (CPOR) de São Paulo, pretendia voltar para o Exército depois de cursar Medicina. O curso tinha duração de 6 anos, segundo Victor.

 

"Ele foi no dia 4 de outubro para lá. Como (na Rússia) não comemoram o Natal, eles tinham aula direto, só teria férias em junho e julho", disse. O rapaz tinha passagem para visitar o Brasil nas férias.

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