Bryan Anselm/The New York Times
Bryan Anselm/The New York Times

Família de suspeito de explosão em NY teve problemas em New Jersey por restaurante

Sua família era bem conhecida em Elizabeth, em New Jersey, pelos frequentes conflitos com vizinhos em razão de reclamações de barulho no restaurante de frango frito

O Estado de S. Paulo

19 de setembro de 2016 | 20h53

NOVA YORK/ELIZABETH, EUA - Muito antes de o FBI ter divulgado que Ahmad Khan Rahami era o suspeito das ações com bomba neste fim de semana na região de Nova York, a sua família era bem conhecida em Elizabeth, em New Jersey, pelos frequentes conflitos com vizinhos em razão do seu restaurante de frango frito.

O FBI prendeu e interrogou Rahami, de 28 anos, nascido no Afeganistão e naturalizado americano, sobre a bomba que deixou 29 feridos na cidade de Nova York no sábado, além de outros dispositivos que explodiram em New Jersey sem deixar feridos. Rahami foi preso na vizinha Liden, em New Jersey, a cerca de 30 km de Nova York, depois de uma troca de tiros com policiais, nesta segunda-feira.

Rahami não está registrado nos bancos de dados antiterrorismo dos EUA, disseram três autoridades à agência Reuters. Contudo, ele é bem conhecido do prefeito de Elizabeth, Chris Bollwage, pelas reclamações frequentes em razão do barulho no restaurante da sua família, numa faixa comercial de uma área de classe baixa e etnicamente diversa.

“O suspeito não estava no radar das forças de segurança locais, mas o lugar de frango frito que a família possui, nós tivemos alguns problemas de aplicação do código e reclamações de barulho”, declarou Bollwage à imprensa.

Ahmad Rahami estudou justiça criminal na faculdade do condado de Middlesex em Edison (New Jersey), segundo a escola. Ele foi aluno de 2010 a 2012, mas não se graduou, de acordo com a NBC.

Ele viajou para o Afeganistão vários anos atrás e depois disso deixou a barba crescer e começou a usar roupas religiosas, afirmou Flee Jones, amigo de infância, à Reuters.

A razão da viagem e o seu impacto de fato em Rahami não ficaram imediatamente claros, mas Jones afirmou que Rahami se tornou mais sério e quieto. Jones disse que ficou sabendo da viagem por um dos irmãos de Rahami, que viu Rahami pela última vez há cerca de dois anos.

"Ele era bem mais religioso”, disse Jones, acrescentando: “Eu nunca o vi como o tipo de pessoa que faria algo assim”.

Jones afirmou que ele e Rahami, quando adolescentes, jogavam basquete no parque da vizinhança e frequentavam o restaurante de frango frito em que Rahami trabalhava. “Ele nos deixava ficar lá dentro e ter batalhas de rap”, disse.

Imigrantes são comuns em Elizabeth, onde 47% das pessoas nasceram fora dos EUA, comparado com os 13% do país como um todo, segundo o Censo. Ela é a quarta maior cidade de New Jersey, com 129 mil habitantes, e cerca de 60% são de origem hispânica. / REUTERS 

 

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