Sarah Silbiger/Reuters
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Família do jornalista Jamal Khashoggi diz perdoar seus assassinos

Repórter foi morto e desmembrado no consulado saudita em Istambul em 2018

Redação, O Estado de S.Paulo

21 de maio de 2020 | 22h37

RIAD - Os filhos do jornalista Jamal Khashoggi, assassinado em outubro de 2018 na embaixada saudita na Turquia, anunciaram na sexta-feira, 22, que "perdoaram" os responsáveis ​​pelo crime.

"Nós, os filhos do mártir Jamal Khashoggi, perdoamos aqueles que assassinaram nosso pai", anunciou um dos filhos, Salah, no Twitter.

Khashoggi foi morto e desmembrado na representação diplomática saudita em Istambul em 2 de outubro de 2018, em um caso que provocou indignação internacional.

A operação envolveu 15 agentes despachados de Riad, informou o governo turco, e os restos mortais de Khashoggi nunca foram encontrados.

Dos 11 indivíduos acusados ​​no caso, cinco foram condenados à morte,  três à prisão por 24 anos e os outros foram absolvidos, anunciou um promotor em dezembro.

O Washington Post, onde Khashoggi publicava regularmente, relatou em abril que os filhos do jornalista assassinado haviam recebido milhões de dólares de indenização.

Tanto a CIA quanto um enviado especial da ONU vincularam diretamente o príncipe saudita Mohammed bin Salman ao assassinato. /AFP

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