Família improvisa e pega jazigo de tio emprestado

A família de Néstor Kirchner teve de improvisar um jazigo na quarta-feira para receber o corpo do ex-presidente argentino em Río Gallegos. Até então, os parentes nunca tinham parado para pensar em adquirir um mausoléu. Na pressa, a família recorreu ao jazigo do tio do ex-presidente, Carlos Arturo Kirchner, que morreu em 1990.

, O Estado de S.Paulo

30 de outubro de 2010 | 00h00

As obras no envelhecido túmulo tiveram começaram na tarde de quarta-feira. Mas somente no dia seguinte as pessoas encarregadas do funeral perceberam que o caixão presidencial, de largura significativamente maior que a dos ataúdes normais, não passaria pela porta. Imediatamente, derrubaram parte da parede do local de descanso do tio do presidente para ampliar a porta, de forma a permitir a entrada do caixão do ex-presidente.

Se os encarregados do funeral não tivessem percebido a diferença de medidas, o caixão de Kirchner teria ficado às portas do jazigo, sem poder ingressar.

No entanto, a permanência de Kirchner nesse túmulo será provisória, já que a família providencia a compra de um lote e a construção de um mausoléu destinado exclusivamente ao 54.º presidente da Argentina. Grande parte dos ex-presidentes argentinos está enterrada na Recoleta, em Buenos Aires.

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