REUTERS/Rick Wilking
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Família lidera marcha na véspera do 1º aniversário da morte de Michael Brown

Centenas de manifestantes lembraram neste sábado, 8, a morte do jovem negro desarmado Michael Brown por um policial branco na véspera do primeiro aniversário do episódio

O Estado de S. Paulo

08 de agosto de 2015 | 20h15

FERGUSON - Centenas de manifestantes lembraram neste sábado, 8, a morte do jovem negro desarmado Michael Brown por um policial branco na véspera do primeiro aniversário do episódio, amanhã. O fato desencadeou acusações de racismo contra as forças de segrunça dos EUA. No Texas, um policial matou um jovem negro de 19 anos. 

Liderados pelo pai de Bronw, também Michael, e outros parentes, a marcha seguiu por uma das avenidas de Ferguson (Missouri). Em novembro, na cidade, ocorreram violentos distúrbios depois que um tribunal decidiu não processar o policial branco que disparou contra o jovem, de 18 anos.     

A marcha deste sábado foi pacífica e teve a participação até mesmo de crianças. Ela foi acompanhada por um grande contingente policial. Os manifestantes gritavam frases como "Mãos ao alto, não disparem!" e "Por que fazemos isto? Fazemos por Mike Brown. 

A manifestação se encerrou na Normandy High School, onde Brown tentava uma vaga. Entre outros eventos para este domingo, os manifestantes farão um ato de silêncio por 4,5 minutos, em referência às 4h30 horas - tempo que o corpo do jovem ficou estendido no chão após receber os disparos. Também haverá outra marcha de silêncio até uma igreja, onde haverá um serviço religioso. 

Texas. Ainda neste sábado, autoridades disseram que um policial do Texas matou a tiros um negro de 19 anos que estava desarmado. Ele era suspeito de fugir com um carro roubado pela vitrine de uma concessionária na região de Dallas. A polícia de Arlington, uma cidade na região metropolitana de Dallas-Fort Worth, afirmou que o oficial respondeu na sexta-feira a uma chamada sobre um roubo.

Brad Miller, que tem 49 anos e ainda estava em treinamento, confrontou um homem suspeito de roubar o veículo de dentro de uma concessionária, informou a polícia em comunicado.  “Houve um confronto e, durante ele, pelo menos um policial disparou sua arma”, afirmou a polícia.

O Instituto Médico Legal do condado de Tarrant identificou o suspeito como Christian Taylor. O órgão não registrou a maneira ou causa da morte no atestado de óbito acessível via internet. 

A polícia de Arlington afirmou que Taylor estava desarmado ao ser morto. Miller havia se formado na academia de polícia em março, segundo autoridades. A polícia de Arlington afirmou que a ação está sob investigação.

Taylor, que nasceu em Arlington, estava no segundo ano de estudos na Angelo State University, onde atuava como jogador da equipe de futebol americano.

“Ainda estamos processando essa notícia tão triste para a família e amigos de Christian Taylor, especialmente seus companheiros de equipe”, disse em um comunicado Becky Brackin, porta-voz da universidade.

A morte do adolescente ocorre em meio a várias outras polêmicas sobre o uso da força policial, principalmente contra negros e latinos. Vários ataques contra negros desarmados foram reportados depois da morte de Brown.

Os distúrbios que se produziram em Ferguson em novembro se estenderam a outras cidades americanas e provocaram um debate sobre a violência empregada pela polícia contra jovens negros. / AFP e REUTERS 

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