Familiares choram vítimas de queda de voo da Argélia no Mali

Os familiares dos mortos do voo da Air Algerie que caiu em Mali foram levados até os destroços neste sábado, e o presidente francês, François Hollande, decretou três dias de luto.

REUTERS

26 de julho de 2014 | 18h05

Hollande ordenou que as bandeiras fossem hasteadas a meio pau em edifícios públicos de toda a França durante três dias a partir de segunda-feira em homenagem às 188 pessoas, incluindo 54 franceses, mortas na tragédia.

O presidente, que se encontrou com parentes das vítimas durante três horas nesta tarde, disse que todos os corpos serão levados à França e garantiu que em algum momento as famílias poderão visitar o local da queda para ajudá-las a lidar com sua dor.

"Um marco será erguido para que ninguém se esqueça de que nesta terra, neste local, 118 pessoas pereceram”, declarou Hollande em discurso televisionado, seu terceiro sobre o desastre aéreo em igual número de dias.

As famílias das vítimas de Burkina Faso, de onde a aeronave McDonnell Douglas MD-83 decolou no início da manhã de quinta-feira, foram conduzidas de helicóptero para prestar suas homenagens em Mali.

Mas os parentes sofreram um golpe quando o prefeito da cidade de Gossi, Moussa Ag Almouner, disse que os restos mortais serão difíceis de recuperar.

"Nenhum corpo pode ser recuperado, porque estão despedaçados e queimados. Tudo foi queimado, até a floresta, em um raio de 200 metros", declarou.

"É de partir o coração, difícil de lidar para qualquer um. Você fica sem apetite. É melhor não ir ver", acrescentou ele após uma visita à localidade.

Assim como cidadãos da França e de Burkina Faso, havia entre os passageiros libaneses, argelinos, espanhóis, canadenses, alemães, luxemburgueses, um camaronês, um belga, um egípcio, um ucraniano, um suíço, um nigeriano e um malês.

((Tradução Redação São Paulo, 5511 5644-7732)) REUTERS PD

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